Num mundo de superpotências, os países médios e pequenos são presas isoladas, e a coligação é o mecanismo pelo qual os não-gigantes deixam de negociar sozinhos com gigantes.
Os Estados Unidos vão fazer uma revisão da sua posição no seio da NATO e ficam à espera que os Estados-membros europeus ganhem autonomia. E a financiem. Entretanto, Portugal está disponível para intervir no Estreito de Ormuz.
"Se rebentar uma guerra, é claro que todos os aliados, incluindo os Estados Unidos, farão tudo o que estiver ao seu alcance. Não digo que possam cumprir tudo o que prometeram no âmbito do modelo de forças da NATO, mas darão o máximo", disse Rutte à imprensa à chegada a uma reunião dos ministros aliados da Defesa, na sede da Aliança Atlântica, em Bruxelas.
Numa agenda dominada pela Ucrânia, o encontro sucede um dia antes da assinatura do acordo entre o Irão e os Estados Unidos, que também estará em análise. O financiamento da defesa volta também a debate.
A NATO "irá ajustar gradualmente a postura da KFOR no Kosovo ao longo do próximo ano em resposta à melhoria da situação de segurança", anunciou a organização em comunicado.
O objetivo da parceria passa por "reforçar" a resiliência coletiva face às crescentes ciberameaças e "promover" um ciberespaço livre, aberto, pacífico e seguro, em conformidade com as obrigações internacionais, e "aprofundar" a cooperação entre a NATO e a indústria através do diálogo, da partilha de informação, da troca de boas práticas e da coordenação de atividades em áreas de interesse comum.
Sem uma vitória clara, ou pelo menos a noção de que uma das partes é a vencedora, as causas reais destes conflitos – Ucrânia e Golfo Pérsico – permanecerão lá, agravadas pela frustração resultante da falta de uma conclusão.
O secretário-geral Mark Rutte quer que cada Estado-membro canalize 0,25% do seu PIB para ajudar Kiev. A medida enfrenta forte contestação, numa altura em que o crescimento global está tolhido pela crise energética. Os EUA estão muito longe desta fasquia.
O relatório Global Cybersecurity Outlook 2026, do World Economic Forum, identifica a geopolítica como o principal fator a moldar estratégias de cibersegurança.
NATO quer anunciar novos investimentos europeus na defesa na próxima cimeira em julho. Objetivo será Donald Trump reclamar vitória pela pressão exercida sobre a Europa.
Ao contrário de países europeus que têm sido uma "deceção" para Mark Rutte, Portugal é um bom exemplo do apoio aos EUA e Israel na guerra contra o Irão, assegura o secretário-geral da NATO.
O ministro da Defesa alemão disse hoje que a retirada parcial dos soldados norte-americanos da Alemanha era previsível, mas que o anúncio do Pentágono deixa claro que a Europa deve assumir mais responsabilidade para garantir a própria segurança.
O secretário-geral da NATO emitiu opinião segundo a qual as cimeiras da NATO devem perder o seu carácter anual, não vá o presidente dos Estados Unidos sair melindrado. Estes e outros temas merecem a análise do embaixador Francisco Seixas da Costa.
O presidente dos Estados Unidos não gostou das palavras do chanceler alemão. Mas a hierarquia militar afirma que uma possível retirada de tropas tem a ver com o facto de a Alemanha querer liderar o aumento do poder militar na Europa. Uma coincidência, portanto.
O presidente do Conselho Europeu considera que a independência energética é fundamental no quadro mais alargado da segurança da União Europeia. A NATO também faz parte desse quadro, mas compreende-se mal qual é o papel que a União lhe vai destinando.
Trump reiterou que o seu principal objetivo continua a ser impedir que a República Islâmica desenvolva armamento atómico, classificando tal possibilidade como uma ameaça existencial à estabilidade global.
"Estas missões envolverão o empenhamento de alvos em campos de tiro na Letónia, demonstrando as capacidades de ataque de longo alcance da NATO e a interoperabilidade da Aliança nos domínios aéreo, terrestre e marítimo", indica um comunicado da NATO.
O presidente francês, Emmanuel Macron, em visita à Grécia para renovar um acordo bilateral de defesa estratégica, descreveu a cláusula como "mais forte" do que o artigo 5.º, a cláusula de defesa colectiva da NATO,
Donald Tusk disse que a "maior e mais importante questão da Europa é se os Estados Unidos estão prontos para ser tão leais como é descrito nos tratados [da NATO]". Segundo Tusk, a Rússia poderá atacar um membro da aliança em "meses".
Os exageros de Trump acentuam os perigos de reduzir a política ao uso da força. A arte de governar requer não apenas conquistar o poder, mas mantê-lo. O que diria Maquiavel a Trump?