Num mundo de superpotências, os países médios e pequenos são presas isoladas, e a coligação é o mecanismo pelo qual os não-gigantes deixam de negociar sozinhos com gigantes.
"Não são os Estados Unidos que estão a obrigar os europeus a gastar mais na sua defesa, mas sim a Rússia", que provocou a atual situação de insegurança, atirou Mark Rutte.
As três lições da Guerra da Ucrânia evidenciam a ascensão da 'realpolitik', na qual factos e interesses estratégicos prevalecem sobre discursos e suposições.
O presidente da idD Portugal Defence, holding do Estado para a defesa, encontra muito entusiasmo e pouca noção da realidade face à estratégia de rearmamento da Europa.
O primeiro-ministro britânico exortou vários líderes internacionais que "mantenham a pressão" sobre o presidente russo para que este aceite um cessar-fogo na Ucrânia. Portugal mostrou interesse em participar no esforço comum.
O objectivo é o da criação de um ecossistema de defesa que promova a autonomia estratégica de Portugal e potencie a economia nacional, gerando emprego e incentivando a inovação e o desenvolvimento tecnológico.
A Comissão Europeia deveria dinamizar um ambicioso programa europeu para as indústrias de defesa, estimulando a formação de consórcios entre empresas e universidades europeias.
A ordem mundial mudou. A Europa tem agora uma oportunidade para aprofundar o federalismo e trazer os países do Norte de África ao que pode ser um reposicionamento europeu.
Presidente norte-americano elogiou trabalho do secretário-geral Mark Rutte e afastou possibilidade de colocar o país fora do perímetro da organização militar. E disse que as conversas com a Rússia são para continuar: Steve Witkoff está em Moscovo.
“As tensões geopolíticas aumentaram nas últimas semanas, o multilateralismo está sob enorme pressão, assim como as regras sobre as quais estava construída a ordem internacional”, disse o presidente do Conselho Europeu, no Parlamento Europeu (PE), em Estrasburgo.
A Europa está perante uma encruzilhada: seguir o caminho da militarização e da subserviência aos interesses americanos ou abraçar uma postura mais independente, incluindo uma possível saída da NATO.
Especificamente, o Presidente norte-americano considera ajustar o compromisso dos EUA com a aliança para favorecer os países que cumprem os compromissos de despesas de defesa, segundo a NBC, que citou três funcionários atuais e antigos e fontes do Congresso.
A presidente da Comissão Europeia apresentou o plano Rearmar a Europa, dois dias antes de mais uma cimeira extraordinária dedicada à defesa e à Ucrânia – onde tudo pode ficar por decidir.
“Há claramente um ambiente que leva, convida, as empresas a olharem para a Defesa, mesmo empresas que, habitualmente, não atuam muito nesta área, isso sem dúvida”, considerou o presidente do conselho de administração da IdD Portugal Defence, a ‘holding’ estatal que gere as participações públicas nas empresas do setor da Defesa.
O secretário-geral da NATO, Mark Rutte, destacou ainda a necessidade de a Ucrânia, a União Europeia e os aliados transatlânticos estarem unidos. "Temos de nos manter unidos, os Estados Unidos, a Ucrânia e a Europa, para trazer uma paz duradoura à Ucrânia", acrescentou.
Por princípio, quando se quer acabar com uma dependência, a única forma de o conseguir é cortar com a sua fonte. A questão é, portanto, saber-se se a dependência da Europa em termos da sua defesa deriva ou não da NATO. E se o for, estarão os países europeus dispostos a deixar a organização? Veja a análise do embaixador Francisco Seixas da Costa.
A questão é, portanto, saber-se se a dependência da Europa em termos da sua defesa deriva ou não da NATO. E se o for, estarão os países europeus dispostos a deixar a organização? Não perca a análise do embaixador Francisco Seixas da Costa.
Sem um aparato militar independente e robusto, a Europa continua refém das decisões de Washington. A velha máxima ainda prevalece: “ser inimigo dos Estados Unidos é trágico, mas ser seu amigo é fatal.”
Nos moldes atuais - num quadro em que a administração Trump não garante a segurança da Europa - Freidrich Merz considera a hipótese de a aliança ter deixado de servir os interesses europeus.
As opções de financiamento dos gastos em defesa vão desde flexibilizar as regras orçamentais e mais apoios do BEI, passando pelo mecanismo de auxílio aos países da zona euro, até à criação de um veículo SPV para captar empréstimos em alternativa à emissão de dívida comum.
Como investir no sector da defesa sem afectar o bem-estar social dos cidadãos e motivar o crescimento dos partidos extremistas? E como incentivar os jovens europeus a aderirem aos exércitos europeus?