Há dois meses sem acesso ao registo de chamada à PSP no dia dos desacatos no ministério das Infraestruturas, a defesa de Frederico Pinheiro requereu esta informação ao Ministério Público.
A relatora do relatório da CPI à TAP indica que deixou o caso das agressões no Ministério das Infraestruturas de fora por considerar que não envolve a gestão política da companhia aérea, ainda que o tema tenha gerado audições no âmbito da comissão de inquérito.
Encerradas as audições, recorde algumas das frases mais marcantes da comissão de inquérito à TAP, que ao longo de quase quatro meses ouviu 46 depoentes. O relatório final é conhecido a 13 de julho.
Até dia 16 de Junho, data da última audição parlamentar a Fernando Medina na CPI, o Governo será fustigado com aquilo que é, como já escrevi no passado, o seu Vietname.
O partido liderado por André Ventura diz que após a audição na quinta-feira do ministro das Infraestruturas, "tornou-se evidente que o recurso abusivo e indevido ao SIS partiu do núcleo próximo do primeiro-ministro, senão do próprio".
Mariana Vieira da Silva soube da situação no Ministério das Infraestruturas, que envolveu a equipa de João Galamba e Frederico Pinheiro, ao final dessa noite, véspera de Conselho de Ministros, através do secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros.
Frederico Pinheiro e Eugénia Correia responderam aos deputados durante mais de 12 horas. Contradizem-se sobre o que terá ocorrido nas instalações do Ministério a 26 de abril. Da TAP, pouco se falou.
Galamba recusa ligação ao caso de Alexandra Reis. Considera “normal” reuniões preparatórias antes de audições parlamentares e realça “preocupação com o computador do ex-adjunto. Diz que “não há duas versões, há uma história com factos e testemunhas”.
Em entrevista ao JE, o politólogo João Palmeira defendeu que o ministro "pode estar cheio de razão, mas aquilo que aconteceu é demasiado grave para não tirar consequências políticas porque o Estado não pode ser vitima deste tipo de situações e depois não haver consequência nenhuma".
Perícia informática vai rastrear eventuais apagões ou mexidas no computador de ex-adjunto de Galamba após entrega ao SIS e até chegar às mãos da PJ. Eventual mexida constitui obstrução à justiça.
Se ficar demonstrado que Frederico Pinheiro tinha direito a entrar e sair livremente do Ministério, que consequências jurídicas haverá para quem o reteve?
A chefe de gabinete de João Galamba considerou esta noite que o relatório da IGF sobre a indemnização de Alexandra Reis “é de tal maneira sólido” que não era preciso mais fundamentação para exonerar os presidentes da TAP.
A chefe de gabinete do ministro das Infraestruturas, Eugénia Correia, foi ouvida na comissão de inquérito à TAP, depois do ex-adjunto Frederico Pinheiro. Recorde as duas audições minuto a minuto, ao longo das mais de 12 horas de inquérito.
Lamentavelmente, se se fizessem comissões de inquérito à Efacec, à CP ou a qualquer outra empresa pública, juraria que se descobririam episódios semelhantes aos da TAP. Ao contrário do que disse António Costa, empresas públicas são empresas políticas.
O que está ou estaria no computador do adjunto Frederico Pinheiro de tão relevante para permitir a alteração de todas as regras em matéria de segurança?
Vogal do Conselho Fiscalizador do SIRP lembra que cabe aos tribunais dizer se houve crime ou não, acrescentando que as diligências do SIS foram interrompias quando Frederico Pinheiro entregou voluntariamente o computador.
Ainda que a audição "urgente" do ministro das Infraestruturas ainda não tenha sido marcada, a CPI vai ouvir o seu ex-adjunto, Frederico Pinheiro, e a sua chefe de gabinete, Eugénia Correia, no próximo dia 18 de maio,
O despacho de exoneração ainda não chegou às mãos do ex-adjunto de Galamba, Frederico Pinheiro. Isto onze dias depois do afastamento ter sido comunicado por telefone.