A Europa não tem sido hábil no encontro com os seus cidadãos. Numas eleições em clima de guerra e de corrida armamentista, menos esperança resta ainda aos europeus, desejosos de uma saída de paz e bem-estar.
A CGD entregou mais de meio milhar de milhões de euros ao Estado. Só isso pagava as pretensões de polícias e professores que, durante anos, protestaram com razões de sobra. A ironia amarga vira-se contra o próprio governo de António Costa.
O facto de se procurarem respostas 'só após' as eleições, 'e não antes,' é um exemplo interessante de como o país aborda os seus desafios. Portugal é ótimo a reagir e péssimo a antecipar.
É mais fácil, e até mais cómodo, acreditar que a participação eleitoral se traduz num 'fenómeno colectivo'. Mas a ciência política já demonstrou que a adesão reflete um reduto individual.
Parece que à polarização se juntou uma mobilização política nestas eleições. Boas notícias: em Democracia, a participação popular é central para a sua manutenção e bom funcionamento.
Uma “aldeia” povoada por irredutíveis portugueses ainda resiste à polarização que varre a Europa. Só em Portugal temos partidos extremistas pró-sistema.
Hoje em dia, o facto de termos mais partidos com capacidade de competição por assentos no parlamento, gerou outros equilíbrios ou possibilidades de governação.
Em “democracia não há espaços vazios”. Daí que muitos movimentos, tornados partidos e com representação parlamentar, sejam os herdeiros quase naturais de uma desestruturação do sistema.
A percepção sobre a desigualdade parece ser, segundo alguns estudos, um dos aspectos que poderá levar ao abandono das urnas pelos eleitores, para além de poderem levar a um legítimo voto de protesto.
O falhanço dos partidos tradicionais em conter a maré populista deve-se muito à falta de valores que tem sido demonstrada pelos titulares de cargos públicos.
Uma das soluções propostas para os problemas ambientais é o decrescimento, mas parece que se ignoram as suas implicações económicas e dificuldades políticas.
O número de cidadãos recenseados no país, mas a viver no estrangeiro contribui para a abstenção. Mudar as regras de voto fora do país aumentaria a participação dos cidadãos, diz estudo.
Para governar Portugal, o PSD tem que ganhar as eleições de forma expressiva e conseguir formar uma maioria parlamentar, sem o Chega. Eu vejo isso muitíssimo difícil.
Luís Montenegro não tem apenas uma batalha pela frente para conquistar o eleitorado, tem uma autêntica guerra que passa por desvendar e combater casos que à nascença envolveram o partido.
O verdadeiro respeito pelas instituições mantém-se pela reverência natural a uma autoridade credível, coerente e que se comprometa em servir o bem da nação. O “respeitinho”, pelo contrário, é uma hipocrisia.
O centro político tenderá nos próximos debates ideológicos e eleitorais a ficar mais desprotegido, não trazendo nada de bom para enfrentar os desafios que o país continuará a ter pela frente.