Ser democrata não é lamentar a “má escolha” dos outros; é reconhecer que a própria mensagem não foi suficientemente mobilizadora. A democracia exige humildade de quem perde, responsabilidade de quem passa e maturidade de quem vota.
Tendo em conta o cenário político dos últimos anos, parece evidente que a força da convicção democrática e liberal da direita está neste momento a ser testada. Reconhecem-se, ou não, os seus eleitores, no regime que temos?
Os interessados em votarem mais cedo e em mobilidade, devem inscrever-se através deste site ou por carta endereçada à Secretária-Geral do Ministério da Administração Interna.
O Jubileu atribui-nos a certidão de uma maioridade inquestionável. Não há mais desculpas. Urge buscar a restauração do contrato social, da credibilidade política e da inclusão, em que todos são instados a contribuir.
A vitória para as eleições de 2026 e de 2028 (e além disso) exige mais do que a rejeição de Trump: requer uma visão mobilizadora, que retome o poderoso legado das reformas do New Deal e dos direitos civis.
A profissionalização da política é um atalho que evita o envolvimento da sociedade civil. Empobrece a democracia e convida a perpetuar quem fica de fora e quem fica de dentro.
O atual modelo está claramente a revelar dificuldade em ajustar-se à nova realidade. E este ajuste não se fará com acusações de ignorância ao eleitorado, nem com pranto sobre o papel das redes sociais.
Se a ideia era mostrar a total e completa separação dos partidos e dos seus tempos, regista-se que Gouveia e Melo extravasa até os processos eleitorais, confundindo-os.
Existindo uma verdadeira preocupação quanto à participação eleitoral, importa iniciar em Angola um debate sobre eventuais alterações no sistema eleitoral, para combater a crescente abstenção.
O voto antecipado, à semelhança do voto em mobilidade, enfrenta os mesmos desafios em termos de confiança dos partidos da oposição, que consideram que as eleições angolanas não são transparentes.
Quando um eleitor angolano se apresenta numa mesa de voto que não a sua não pode exercer o seu direito de voto, sendo-lhe retirado um direito constitucionalmente consagrado por imposição administrativa e organizativa das eleições.
“Confirmamos que cerca das 11:30 ocorreu uma situação de atualização de segurança do sistema, pré-agendada, que tendo coincidido com um dos “picos de afluência” de eleitores às urnas, provocou, durante algum tempo, um abrandamento na operacionalidade do sistema”, adiantou a Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna (SGMAI).
Em cada cinco portugueses que votaram, quatro não escolheram o Chega. Há perigos evidentes no caminho, mas não há cura possível se os democratas tentarem gritar mais do que eles.