Enquanto continuarmos a medir o rigor pelo número de documentos exigidos e não pela qualidade das decisões tomadas, continuaremos a ser, apenas, um país onde o papel muda de formato, mas a burocracia permanece intacta.
Invertemos a discussão de uma perspectiva em que tudo o que era diferente era virtuoso, para a inversa: o diferente é perigoso, e como tal condenável. Na realidade, quer-se impor a uniformidade cultural.
Reforma do Estado “é para fazer”, assegurou o primeiro-ministro no discurso de tomada de posse. Presidente considerou que eleições “reforçaram confiança política” em Luís Montenegro.
O CEO da Cloudflare afirmou que o ambiente de negócios no país tem piorado significativamente desde que a empresa iniciou os seus investimentos, acusando o Governo de não cumprir promessas feitas para facilitar a operação das empresas. Não hesitou ainda em comparar Portugal a outros mercados emergentes, como a Colômbia e o Chile, sugerindo que estes países oferecem condições mais atraentes.
As questões imediatas não nos devem fazer esquecer o mais importante: a necessidade de crescimento estrutural, mais em qualidade do que em quantidade, como até aqui.
Muito se tem falado do modelo económico esgotado, mas em que se traduz, na prática, esse modelo? Energia barata, exportações globais e elevada produtividade são fatores que se erodiram no atual cenário da economia alemã, um gigante dormente durante anos e acordado por uma crise estrutural caracterizada por uma população envelhecida e pouco qualificada, burocracia excessiva e indústria em queda.
Será a liderança na administração pública capaz de gerir as pessoas com empatia e visão estratégica, ou está apenas a responder a uma lógica de 'compliance', sufocada por uma burocracia que dificulta qualquer tentativa de inovação?
É hora de a Ordem dos Advogados reassumir o seu papel de guardião deste sistema tão essencial para a Justiça portuguesa, garantindo que esta mesma Justiça seja verdadeiramente acessível a todos os cidadãos.
O Relatório assinala, e bem, a baixa eficácia e produtividade da I&DT financiada pela Comissão Europeia e por muitos governos nacionais, com uma grande dispersão de programas.
A solução da Europa é pedir juros mais baixos ao BCE, mas essa é uma ilusão que, tal como aconteceu no Japão, irá mergulhar a Europa na estagnação na próxima década.
O cenário otimista nos EUA contrasta com o desânimo europeu. Os políticos europeus ainda estão à espera de milagres e ajudas externas, teimam em não reconhecer a mudança nas prioridades da população.
A lista de obstáculos que as mulheres têm de ultrapassar é grande e prende-se com momentos elementares do processo de inclusão. Faltam medidas que considerem as necessidades específicas das mulheres quando se desenham políticas para refugiados e imigrantes.
Esta preocupação surge com uma posição média de 4,34 entre as principais inquietações para este ano. Seguem-se a ausência de reformas estruturais concretizadas, a cibersegurança e a falta e mão-de-obra qualificada, segundo revela o estudo do observatório da competitividade fiscal.
É necessário e urgente criar condições para que o investimento com origem nas comunidades portuguesas e luso-descendentes seja tratado em canal privilegiado e de forma expedita.
Na conferência de imprensa no final do Conselho de Ministros, Manuel Castro Almeida confirmou que os 100 milhões de euros que o Ministério das Finanças vai disponibilizar de apoio aos incêndios “é um adiantamento que antecipa” parte dos 500 milhões de euros que o país irá receber de fundos europeus, que já tinham sido anunciados pelo primeiro-ministro na segunda-feira, mas que ainda demorarão algumas semanas.
Se falarmos com quem já investiu e com quem desenvolve atividade em Portugal, a questão da carga fiscal coloca-se, não necessariamente ao nível do IRC, mas das contribuições extraordinárias que se tornam definitivas.
A Federação Nacional da Educação (FNE) entregou esta quarta-feira no Ministério da Educação, Ciência e Inovação um ofício em que apela à revisão da calendarização dos processos de forma a dar "maior estabilidade aos docentes e às escolas".
Até aos dias de hoje não existem processos concluídos de liquidação e recuperação de bens do grupo, num atestado de incompetência às instituições nacionais e europeias para lidarem com estes temas.
Nada tenho contra a inovação. Menos ainda contra a renovação energética que o mundo evidentemente precisa. Só não suporto distorções do mercado. Numa palavra: 'comichões'.
“Há taxas de juros elevadíssimas e excesso de burocracia para quem quer começar uma atividade”, diz à Lusa o vice-presidente da Câmara de Comércio Moçambique-Portugal, Paulo Oliveira, à margem da XIX Conferência Anual do Setor Privado (CASP), que decorreu esta semana em Maputo.