Enquanto continuarmos a medir o rigor pelo número de documentos exigidos e não pela qualidade das decisões tomadas, continuaremos a ser, apenas, um país onde o papel muda de formato, mas a burocracia permanece intacta.
Proibir o proprietário de fazer o seu negócio é o primeiro passo para agudizar toda a situação. A escassez sempre se resolveu com mais e melhor oferta.
Atualmente, a maior parte da inovação ocorre de forma colaborativa e a mobilidade global das pessoas tem sido um fator importante no aumento do número de polos criativos.
Uma redistribuição justa de impostos aliada a uma despesa que otimize o bem-estar social são, no fundo, os dois pilares sobre os quais uma revisão nos impostos e os futuros orçamentos do Estado devem assentar.
O que devia preocupar os cidadãos, as famílias e as empresas (e o Estado) era que houvesse um plano estratégico para Portugal, com uma mudança da mentalidade das pessoas e do Estado.
Os empresários reclamam que seja dada, no âmbito da política económica, uma maior prioridade ao segmento empresas. E, acrescento eu, os empresários também devem assumir o Estado “pôr dinheiro bom em cima de dinheiro mau”, em regra, só adia e atrapalha.
O crescimento económico não pode transformar-se em arma de arremesso político-partidária ou em quezília parlamentar. É preciso libertar a economia da burocracia e da carga fiscal, e apostar na criação de riqueza.