A pandemia trouxe transformações profundas em todos os aspetos da vida pessoal e profissional. As mulheres em particular enfrentam grandes desafios no local de trabalho no mundo pós-pandemia, mas uma coisa mantém-se: a desigualdade salarial.
Somente 27% das mulheres portuguesas considera que o local de trabalho tem políticas de igualdade salarial, segundo um estudo recente da Mastercard.
Um outro estudo da Robert Walters conclui que 44% das mulheres mudariam o seu trabalho por uma empresa com melhores políticas de maternidade. Este estudo realizado pela consultora global de recrutamento também refere que 53% das mulheres que fizeram uma pausa na carreira sentiram desvantagem quando voltaram ao trabalho e que 80% das mulheres consideram que os programas de orientação são estratégias para criar diversidade de género.
“A era pós-pandemia desenhou um novo panorama no mercado de trabalho, especialmente para as mulheres. Enquanto a pandemia expôs e exacerbou as disparidades de género, como a carga desproporcional de responsabilidades domésticas e familiares, a transição para um ambiente de trabalho pós-pandémico apresenta oportunidades para a reconstrução de um sistema mais equitativo”, explica Susana Costa, senior manager do departamento de Finance, legal e HR da Robert Walters.
“Com a adoção generalizada de modelos de trabalho flexíveis e a crescente valorização das habilidades digitais, as mulheres trabalhadoras têm a oportunidade de redefinir as suas carreiras, conquistar maior autonomia e buscar uma melhor integração entre o trabalho e a vida pessoal.”
Para superar os desafios, a Robert Walters aconselha as empresas a investir em políticas de equilíbrio entre trabalho e vida pessoal, bem como em programas de apoio à educação e desenvolvimento das mulheres. Além disso, acrescenta, “é fundamental combater a persistência de estereótipos de gênero e preconceitos no ambiente de trabalho, garantindo a igualdade de oportunidades e remuneração justa”.