O líder de uma empresa de tecnologia diz-me que a velocidade a que o setor está a mudar é incompatível com prazos de decisão de dois, três ou cinco anos. É demasiado tempo.
Os municípios que investem na ação climática reforçam a sua capacidade para atrair investimento, criar emprego qualificado, reter talento e, principalmente, aumentar a resiliência das suas infraestruturas. A experiência demonstra que quem avança primeiro ganha vantagens competitivas.
Embora acreditar na sabedoria do topo alivie a ansiedade imediata das equipas, esta transferência acarreta custos severos, uma vez que a organização abdica da sua maturidade relacional e substitui a parceria adulta pela passividade infantilizada.
Linhas de código surgem em segundos, protótipos aparecem quase por magia, a documentação técnica é gerada num piscar de olhos. Impressiona, mas acelerar não é apenas sinónimo de progresso. A verdadeira vantagem da IA está em libertar tempo para decisões que só os humanos sabem tomar.
A realidade das empresas modernas fez questionar o foco individualista em cada uma das quatro lentes que usam para agir, e cada vez mais vêm ao nosso encontro empresas que precisam de lidar com problemas complexos. Mas existe uma quinta lente.
A liderança do passado ficou marcada pela imagem de um líder afirmativo que nunca se engana e que raramente tem dúvidas. A marca de liderança hoje é radicalmente diferente.
O termo, em traços diretos, significa adiamento sistemático de decisões que são necessárias. O que, infelizmente parece ser uma prática comum, não só em Portugal, mas também na Europa.
O principal risco é o conflito e a desunião no topo. Consequentemente, devem existir responsabilidades e direitos de decisão claros, bem como mecanismos de resolução de conflitos.
Num ano eleitoral, e com toda as adversidades atuais, as empresas precisam de superar a inércia e a indecisão para que possam navegar neste ambiente dinâmico do mundo atual.
A gestão da economia requer conhecimento técnico, experiência e capacidade de tomar decisões, ainda que difíceis, desde que bem explicadas pelo bem comum.
A percepção sobre a desigualdade parece ser, segundo alguns estudos, um dos aspectos que poderá levar ao abandono das urnas pelos eleitores, para além de poderem levar a um legítimo voto de protesto.
Lutar por literacia financeira é, colateralmente, defender a igualdade de oportunidades e atenuar diferenças de proveniências socioeconómicas. E não tem nada, como alguns acusam, de ideológico.
As finanças empresariais são uma área em que não é benéfico para ninguém ficar parado. Os líderes financeiros não se podem dar ao luxo de perder o comboio da inovação tecnológica.
Mais justiça, no sentido de melhores decisões judiciais, deverá ser prosseguida por mais e melhores meios, e esses meios também passam por mais investigação sobre o processo de decisão dos magistrados.
Para lá da agilidade, a cada vez maior integração de mecanismos com recurso à Inteligência Artificial permitirão alavancar um nível de personalização nunca visto no setor segurador.
Se a informação a que temos acesso estiver muito incompleta, errada, ou se não a compreendermos, as nossas decisões serão tendencialmente de pior qualidade.
A cidade cognitiva pode ser uma aliada no processo de transformação das cidades em lugares mais inclusivos e resilientes. Para tal, é preciso contar com a participação ativa de todos.