Para que o PTRR seja eficaz, é fundamental garantir a sua perenidade. Isto exige procurar o consenso político-partidário mais alargado possível, que despartidarize a execução.
No primeiro Equator Insights Forum realizado hoje no LNEC pela The Equator Company que reuniu responsáveis de setores críticos — energia, transportes, aeroportos e distribuição alimentar — ficou um alerta claro: Portugal não está preparado para crises sistémicas prolongadas. A solução passa por mais investimento, treino e cooperação.
A adaptação climática não pode continuar a ser vista como um apêndice das políticas públicas. É uma condição para garantir que Portugal continua habitável, seguro e competitivo. Falta coragem política e compromisso financeiro.
Há livros que amadurecem, mas nem por isso envelhecem. É o caso de “Ensaio sobre a Cegueira”. Publicado há 30 anos, não ganhou uma ruga. Antes cresceu em relevância. Agora reeditado numa edição ilustrada, recorda-nos os caminhos que não queremos seguir.
Continuar a reagir apenas após a ocorrência do desastre deixou de ser uma opção viável. Para proteger comunidades e ativos económicos, num contexto de risco climático crescente, é imperativo adotar novas abordagens e ferramentas.
Quanto mais os Estados Unidos apostam na desorganização como instrumento de poder, mais estimulam o mundo a organizar-se sem eles. Não se trata de antiamericanismo. Trata-se de realismo e pragmatismo.
As resoluções estabelecidas no início do ano podem rapidamente ser esquecidas devido à pressão diária, ao passo que as de verão, por serem menos rígidas, podem ser mais facilmente integradas na rotina.
Dou especial valor às reações divergentes. Por exemplo, quando uma empresa divulga maus resultados e a cotação não desce, isso é um sinal de força do mercado. Pelo contrário, se as notícias são boas e o ativo em questão não valoriza ou até cai, é um sinal de fraqueza.
Numa era onde se exalta tanto a tecnologia como a inovação, importa lembrar que é o conhecimento humano que continua a ser o verdadeiro alicerce de qualquer estratégia de longo prazo.
Para a sociedade, uma maior segurança de informação e cibersegurança significa maior resiliência dos serviços essenciais, como energia, transportes e saúde em caso de ciber ataque, mas também uma maior proteção dos dados pessoais e financeiros dos cidadãos, com um consequente aumento da sua confiança nas transações digitais e na economia digital em geral.
O sistema educativo deve ser equilibrado, fornecendo, para além da promoção do empreendedorismo, uma base sólida em várias disciplinas e habilidades essenciais, como o pensamento crítico.
Apesar de tudo o que poderia estar e ser diferente, os angolanos, a minha gente, é criativa, dinâmica e sagaz, tem um espírito resiliente e empreendedor.
Uma primeira prioridade para a energia em Portugal deverá ser o combate ao desperdício, promovendo a optimização e a eficiência nos equipamentos assim como dos edifícios e o consumo energético em geral.
Os resultados do segundo inquérito comercial Portugal-Reino Unido, da Embaixada Britânica, foram discutidos com associações empresariais para compreender melhor a evolução do panorama comercial entre os dois países.
Não posso estar mais de acordo com as palavras do Papa Francisco: “a paz não pode jamais reduzir-se ao mero equilíbrio das forças e do medo”. O mesmo é dizer que os políticos não podem alimentar o discurso do medo.
O sistema político não conseguiu reformular o sistema financeiro quando era possível, seja pelo lobby da indústria, seja por outros fatores. É necessário pensar em soluções fora da caixa e com urgência.
As alterações climáticas, que já estamos a sentir, poderão implicar para Portugal mudanças significativas, e é urgente conseguir-se investir na resiliência e na adaptação necessária.