Ensinar para duvidar num mundo com IA parece exigir, talvez paradoxalmente, mais presença, mais debate direto entre alunos e professores, mais confronto de ideias ao vivo, mais tempo dedicado ao processo de aprendizagem.
“Foi um grande dia para a escola pública, alunos, pais e professores”, disse o líder parlamentar social-democrata, no Parlamento, sobre o acordo alcançado na terça-feira.
Primeiro-ministro lembrou que esta era uma das suas bandeiras eleitorais e que a recuperação do tempo de serviço dos professores estava, inclusivamente, inscrito no Programa do Governo.
Quatro tranches a recuperar durante "dois anos e 10 meses" este é o teor do acordo assinado esta terça-feira numa maratona negocial entre o Governo e sete estruturas sindicais dos professores. Quatro, incluindo a FENPROF, afeta à CGTP, recusaram assinar e o "rebelde" STOP vai “auscultar” os professores e só depois anunciar decisão. O ministro da Educação revelou que a medida custa no total 300 milhões de euros.
Sindicatos dos professores e Governo voltam a sentar-se à mesa esta terça-feira, 21 de maio. Um acordo interessa às partes e os aspetos que as aproximam são mais do que os que as dividem, mas ainda há linhas vermelhas. O dia promete ser longo. Começa com a FNE e encerra com a FENPROF.
Os sindicatos dos professores e o Governo voltam a sentar-se à mesa dia 21 de maio. Depois das duas primeiras rondas negociais, são mais os aspetos que aproximam as partes do que aqueles que as dividem, ainda assim, a inexistência de compensação no valor da reforma, para os professores que já não terão possibilidade de recuperar, é uma linha vermelha para alguns sindicatos.
O ministro Fernando Alexandre cumpriu a palavra, ajustando a proposta inicial. Mantém a recuperação em cinco anos, mas permite que se recupere metade do tempo logo nos dois primeiros anos. Em 2026 serão recuperados mais 20%, ficando os restantes 30% para os dois anos seguintes. Houve avanços, dizem os sindicatos, mas ainda estamos longe de um acordo.
Na proposta do Governo não está contemplada a recuperação de tempo para quem está nos últimos escalões da carreira docente, medida que o SIPE diz não aceitar.
FENPROF estabelece linhas vermelhas na recuperação do tempo dos professores e afirma que, caso as negociações terminem sem acordo, marcará uma greve para o primeiro dia legalmente possível, depois de dia 21 (em 29 de maio), abrangendo todos os docentes da educação pré-escolar, ensinos básico e secundário.
Depois de ouvir os sindicatos, a federação aprovou um documento que será “orientador da intervenção que terá lugar no dia 13 de maio, na segunda reunião sobre este processo negocial”.
O jornal Público noticia esta quinta-feira, 9 de maio, que apenas 10 pessoas tiveram acesso ao apoio à renda criado pelo anterior Governo para educadores e professores deslocados nas regiões de Lisboa e do Algarve.
Trabalhadores do fisco estranham ter ficado de fora do reforço quadro legal contra agressões a funcionários públicos anunciado pelo novo Executivo. Presidente do sindicato revela ao JE que vai insistir junto do Governo para o diploma em causa contemplar as carreiras da AT. E dá conta de relatos frequentes de agressões nos serviços locais de finanças e nas operações externas de fiscalização.
O Sindicato de Todos os Profissionais de Educação (Stop) anunciou hoje uma greve nacional ao processo de avaliação e ao trabalho associado às provas de aferição, a partir desta terça-feira.
O objetivo central do programa Erasmus + é promover a integração europeia através da educação e da experiência cultural. Uma ferramenta que visa promover a cidadania ativa e o fortalecimento da democracia na Europa.
O ministro Fernando Alexandre admitiu disponibilidade para fazer “alguns ajustamentos” à proposta apresentada às 12 estruturas sindicais que representam os professores. Nesta primeira ronda negocial, a nota é positiva. Para os dias 13 e 21 de maio estão agendadas novas reuniões.
"O que nós pretendemos fazer é a recuperação do tempo de serviço que vai ser específica para cada professor" e terá que ser feita com rigor e correção, "por um lado, por uma razão de justiça e, por outro, por razões orçamentais", sublinhou Fernando Alexandre.
O secretário geral da FNE, maior estrutura sindical de professores afeta à UGT, saudou a proposta do ministro Fernando Alexandre de que a recuperação do tempo de serviço congelado se iniciará em 2024 e ficará concluída até ao final da Legislatura, salientando a urgência em assinar o acordo e que este seja vertido para Decreto-Lei. Mas adiantou "querer mais" do que os 20% ao ano propostos.
A data foi avançada esta sexta-feira por Mário Nogueira, secretário-geral da FENPROF, primeiro a reunir no Ministério da Educação. As negociações entre o ministro Fernando Alexandre e equipa continuam neste momento com as estruturas mais pequenas.
Sindicatos querem compromisso de Fernando Alexandre de que reposição arranca este ano e não em 2025 como disse o ministro das Finanças. Negociações começam esta sexta-feira.
Ministério de Fernando Alexandre anunciou, esta quinta ao fim do dia, autorização até cinco horas semanais de serviço docente extraordinário aos professores de Informática. Esta manhã, a FENPROF tinha anunciado pré-avisos de greve à manutenção e apoio técnico às provas digitai, alegando "sobrecarga de trabalho" além do "limite legal do horário dos docentes”.