Ensinar para duvidar num mundo com IA parece exigir, talvez paradoxalmente, mais presença, mais debate direto entre alunos e professores, mais confronto de ideias ao vivo, mais tempo dedicado ao processo de aprendizagem.
Provas de aferição arrancam hoje com a Fenprof a apresentar pré-avisos de greve para os dias 9 a 13 de maio e 16 a 27 de maio, a "todas as tarefas decorrentes da realização das provas de aferição atribuídas a docentes que não tenham sido dispensados do serviço previsto no seu horário semanal de trabalho".
Esta quinta-feira, dia 25 de Abril, 50 anos depois do "dia libertador", a FENPROF reafirma a sua "determinação no combate, renovando a disponibilidade para nele se envolver com empenho".
Em comunicado, a pasta liderada por Fernando Alexandre sublinha que as "reuniões decorreram num espírito de abertura e diálogo, com sentido de responsabilidade de todos, tendo em vista assegurar as condições para o início de um ano letivo com maior tranquilidade do que nos últimos anos".
As reuniões entre o Governo e as estruturas sindicais com impacto no atual orçamento já começaram, com destaque para os professores, que devem recuperar 20% do tempo de serviço em atraso, e dos polícias, que exigem, já, com retroativos a 2023, o mesmo subsídio de risco antes atribuído à Polícia Judiciária. Oficiais de Justiça mantêm as greves.
A estimativa que tem sido avançada aponta para um valor que ronda os 300 milhões de euros, mas é preciso esperar pela avaliação dos técnicos do parlamento para saber de forma mais precisa a verba deste custo .
O ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, anunciou hoje que o Governo vai apresentar “em breve” um plano de emergência para resolver o problema da falta de professores, uma situação que classificou de “gravíssima”.
Novo prazo dado pela tutela termina às 18h00 de quinta-feira, dia 18 de abril. As estruturas sindicais FNE e FENPROF pediram esta segunda-feira ao Ministério da Educação, Ciência e Inovação o alargamento do prazo, devido a problemas surgidos com a plataforma das candidaturas.
De acordo com os números disponibilizados pela Direção-Geral do Ensino Superior este domingo, verifica-se para 2024/2025 um aumento de 252 vagas na área das Competências Digitais, que totalizam este ano 9.355. São boas notícias para as empresas que reportam dificuldade em encontrar profissionais com competências digitais avançadas.
“A recuperação dos seis anos, seis meses e 23 dias deve ocorrer à razão de 33% ao ano, como é nossa proposta, e não à razão de 20% ao ano”, disse Francisco Gonçalves, secretário-geral adjunto da Fenprof, em conferência de imprensa.
O PAN diz que a vinculação de professores, após três contratos, e o fim das quotas para acesso ao 5º e 7º escalões, defendidas pelo PS, constavam do acordo de incidência parlamentar entre o PAN e o PSD, que saiu das eleições regionais da Madeira, de 24 de setembro de 2023. O PAN lembra que esse acordo foi criticado pelo PS.
Os sindicatos dos professores vão ser recebidos no Ministério da Educação, Ciência e Inovação nas próximas quinta e sexta-feira no que é o pontapé de partida da negociação de uma das principais reivindicações da classe: a recuperação dos seis anos, seis meses e 23 meses congelados.
No programa do Governo, aprovado esta quarta-feira em Conselho de Ministros e entregue no Parlamento, o Executivo liderado por Luís Montenegro propõe-se a "iniciar a recuperação integral do tempo de serviço perdido dos professores, a ser implementada ao longo da Legislatura, à razão de 20% ao ano".
“Basicamente, quem vai assumir as matérias de ensino superior sou eu próprio”, disse o ministro em declarações à agência Lusa, para esclarecer as dúvidas sobre quem ficaria responsável pela área, depois de divulgada a lista de secretários de Estado.
Em comunicado, o sindicato levanta algumas dúvidas sobre a atuação da equipa ministral em diversos pontos, nomeadamente na valorização salarial e das carreiras dos docentes, e da atratividade desta para os jovens, se estará disponível para defender o “reforço de financiamento e de recursos da escola pública”, e de como a valorizar.
Federação Nacional da Educação aposta num "diálogo construtivo" com o Governo, tendo em vista a "resolução urgente" dos principais problemas que afetam o sistema educativo.
O Sindicato Independente de Professores e Educadores reagiu, esta segunda-feira, à escolha de Fernando Alexandre para ministro da Educação, Ciência e Inovação.
Uma delegação da Federação Nacional dos Professores denunciou esta quinta-feira à Inspeção Geral da Educação um conjunto de irregularidades perpetradas em várias situações com prejuízo claro para os professores.