Sindicatos da FENPROF na rua em defesa da liberdade e dos valores da democracia

Esta quinta-feira, dia 25 de Abril, 50 anos depois do "dia libertador", a FENPROF reafirma a sua "determinação no combate, renovando a disponibilidade para nele se envolver com empenho".

Sindicatos da FENPROF na rua em defesa da liberdade e dos valores da democracia
Manuel de Almeida / Lusa

A FENPROF e os seus Sindicatos – SPN, SPRC, SPGL, SPZS, SPM, SPRA e SPE – apela aos professores, educadores e investigadores que no 25 de Abril e no 1.º de Maio marquem presença nos desfiles populares e nas manifestações em todo o país em defesa dos valores da Democracia, da Escola Pública da valorização da profissão.

“Se a descolonização está concluída e o desenvolvimento é objetivo sempre em construção, no que respeita à democratização, os tempos que correm são preocupantes”, afirma a maior estrutura sindical de professores do país.

Justifica: “Assiste-se a tentativas de provocar retrocessos, às quais não se pode ficar indiferente. Racismo, xenofobia, discurso de ódio, intolerância perante a diferença e a diversidade ganham espaço na sociedade portuguesa à custa de um discurso demagogo e populista, construído sobre mentiras, falsas promessas e que se altera da manhã para a tarde, adaptado ao que cada um espera ouvir. As dificuldades que as pessoas vivem e as insuficientes respostas sociais do Estado, num caso e noutro, fruto de políticas que tiveram outros interesses, são campo fértil ao crescimento do joio que fragiliza a Democracia”.

Em comunicado enviado às redações, a FENPROF lembra que no início da década de 70, antes da Revolução de 25 de Abril de 1974, os números colocavam Portugal na cauda da Europa na área da Educação e que a Escola pública para todos é uma conquista a defender e melhorar.

Números no início da década de 70

Pré-escolar, totalmente privado, deixava 92% das crianças de fora

A taxa de analfabetismo era de 20% nos homens e 31% nas mulheres

Ensino primário (obrigatório) só era concluído por 85% das crianças

2.º ciclo frequentado por 26% das crianças

Ao 5.º ano (atual 9.º ano) não chegavam mais de 18%

Ensino secundário era frequentado por 2,8% dos adolescentes

 Só 1,6% dos jovens tinham acesso ao Ensino Superior

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