O problema não está no valor da educação, mas na forma como formulamos a questão. Confundir a necessidade de reformar práticas pedagógicas com a ideia de que estudar perdeu relevância é uma perigosa simplificação.
“Apesar dos diversos alertas lançados ao longo do ano letivo (…) o Ministério da Educação optou teimosamente por manter o modelo definido, insistindo na transição digital”, afirmou o movimento de professores, em comunicado.
O Governo "não só não garantiu o acesso democrático e universal, gratuito e obrigatório, como não assegurou à igualdade de oportunidades e uma educação de qualidade que a todos permita o êxito escolar", destacou Pedro Alves.
Esta quinta-feira, dia 25 de Abril, 50 anos depois do "dia libertador", a FENPROF reafirma a sua "determinação no combate, renovando a disponibilidade para nele se envolver com empenho".
Luís Montenegro teve esta conversa durante uma ação de rua em Mirandela, no distrito de Bragança, no primeiro dia de campanha oficial para as legislativas antecipadas de 10 de março, onde hoje se mostrou confiante numa "grande vitória" da Aliança Democrática (AD).
Os sindicatos como a FENPROF falharam redondamente, apesar do alarido. A única coisa que a FENPROF e outros asseguraram ao longo das últimas décadas foi a sua própria existência.
A desigualdade educativa não existe apenas entre o ensino público e o ensino privado, essa desigualdade também existe quando entre os alunos do ensino público uns têm professores e outros não.
A execução do PRR é ridícula e a maior parte do bolo é dedicado à administração pública. A digitalização da mesma, até à data, serviu apenas para a apresentação do cartão de cidadão como cartão 'contactless'. Tudo pobre. Uma "sad season".
A escola pública é um abrigo abandonado pelas políticas públicas que poderiam beneficiar as famílias pobres e sem a devida capacidade de se mobilizar e de actuar como uma classe política consciente e com a força suficiente para mudar o curso da sua situação.