Ensinar para duvidar num mundo com IA parece exigir, talvez paradoxalmente, mais presença, mais debate direto entre alunos e professores, mais confronto de ideias ao vivo, mais tempo dedicado ao processo de aprendizagem.
O "Correio da Manhã" noticia esta terça-feira, citando dados do Ministério da Educação, que em julho de 2027 haverá 91.275 docentes colocados nos três últimos escalões da carreira.
Estes docentes juntam-se aos já 5.924 docentes que progrediram na carreira em setembro. No entanto, ainda há 5.621 processos lançados pelos estabelecimentos de ensino que aguardam validação por parte dos professores, e 1.153 docentes que já validaram a informação, mas que aguarda agora confirmação da escola.
O Executivo prevê gastar no próximo ano 5,85 mil milhões de euros, mais 3,3% do que o previsto para este ano devido à “valorização das carreiras, da recuperação do tempo de serviço dos professores e da contratação de pessoal docente, promovendo a fixação e atratividade da carreira docente e revertendo o efeito das aposentações”, lê-se no relatório que acompanha a proposta de OE.
De acordo com o despacho publicado na terça-feira em Diário da República, o Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI) identificou 234 escolas carenciadas, com alunos sem aulas a uma disciplina durante, pelo menos, 60 dias consecutivos no ano letivo passado.
"É fixado um contingente de recrutamento de 200 docentes aposentados ou reformados a contratar para satisfação de necessidades temporárias de pessoal docente, em grupo de recrutamento deficitário ou em escola carenciada, por ano letivo", apontou o despacho que entra em vigor esta terça-feira.
Fernando Alexandre considera que o trabalho destes profissionais “não tem merecido reconhecimento”, e por isso a tutela decidiu iniciar trabalhos com a Associação Nacional de Municípios Portugueses e com representantes sindicais.
Durante a sessão solene de abertura do ano letivo na Escola Secundária Alves Martins, em Viseu, o primeiro-ministro disse que Portugal precisa “efetivamente de mais professores, porque há muitos alunos que estão a ter menos oportunidades porque não têm professor pelo menos a uma disciplina, alguns a mais do que uma disciplina”.
Marcelo Rebelo de Sousa promulgou esta quinta-feira o diploma que cria um regime excecional e temporário para recrutamento do pessoal docente, apenas um dia após a aprovação em Conselho de Ministros, num sinal claro da urgência da medida previamente negociada com os sindicatos. Concurso, a lançar agora, deverá estar concluído até novembro.
Fernando Alexandre destacou esta terça-feira na apresentação do Relatório Education at a Glance da OCDE, que “Portugal é o país da OCDE em que a percentagem de pais de adultos que não têm o secundário é mais elevada”. As causas estão lá atrás e em decisões tomadas erroneamente ou não tomadas.
“Se conseguirmos aprovar em Conselho de Ministros na quarta-feira, e com a rápida promulgação, como é habitual, do Presidente da República, o concurso será imediatamente lançado e, no máximo, em novembro estará concretizado”, disse Fernando Alexandre.
"O diploma foi promulgado por mim na hora, chegou num dia e no mesmo dia eu promulguei, porque era urgente, estávamos a duas semanas do começo das aulas, ou duas semanas e meia", referiu Marcelo Rebelo de Sousa, em declarações aos jornalistas, durante uma visita à Festa do Livro que decorre no Palácio de Belém, em Lisboa.
Do total, 5.327 docentes têm os dados confirmados pelas escolas e vão já receber o acerto salarial em setembro, informa o Ministério da Educação, Ciência e Inovação esta sexta-feira. Prazo para conclusão de cada processo dos docentes, com vista ao pagamento dos acertos ainda em setembro foi alargado até às 23h59 do primeiro dia do mês.
A duas semanas do arranque de mais um ano letivo, representantes do Ministério da Educação, Ciência e Inovação vão reunir-se com vários sindicatos para negociar um ponto do decreto-lei que criou um regime excecional e temporário para a contratação de professores.
O "Diário de Notícias" revela que existem 21 disciplinas sem docentes disponíveis em várias zonas do país, com Lisboa, Beja, Faro e Setúbal a serem os lugares mais críticos e Informática, Português, Línguas Estrangeiras e Matemática as disciplinas mais deficitárias. Ministério da Educação e sindicatos reúnem amanhã para negociar moldes do concurso extraordinário de professores a lançar em breve.
Em comunicado, a Fenprof revela que a reunião ocorre no âmbito “do processo negocial que visa a aprovação de um subsídio a atribuir a alguns docentes deslocados da área de residência, bem como a realização de um concurso de vinculação extraordinário de docentes”.
Em comunicado, o sindicato avança que a reunião terá dois pontos principais, sendo um deles a análise das propostas para a melhoria das condições de trabalho do pessoal não docente.
Marcelo Rebelo de Sousa promulgou esta segunda-feira, 26 de agosto, o diploma do Governo que estabelece medidas excecionais e temporárias na área da educação, anuncia o site da Presidência da República.
A reunião realiza-se a 30 de agosto e vai ter como ordem de trabalhos a negociação do decreto-lei sobre o regime excecional e temporário que regula o concurso externo extraordinário e apoio à deslocação
O Governo vai pagar um subsídio de deslocação aos professores colocados em escolas que distem mais de 70 Km da sua área de residência e lançar um concurso extraordinário de vinculação. Medidas juntam-se ao pacote anunciado em junho pelo ministro Fernando Alexandre.