Ensinar para duvidar num mundo com IA parece exigir, talvez paradoxalmente, mais presença, mais debate direto entre alunos e professores, mais confronto de ideias ao vivo, mais tempo dedicado ao processo de aprendizagem.
Numa antevisão ao arranque do ano letivo 2025/2026, a maior estrutura nacional de professores, acusa o Ministério da Educação, Ciência e Inovação de "omitir que ficaram por preencher 3152 horários" e salienta que 2625 das 6173 vinculações no concurso nacional decorreram de requisitos de exigência da própria lei.
“Queremos formar profissionais com competências académicas de excelência, mas também pessoas de caráter firme, inspiradas por valores como a verdade, a justiça, a solidariedade e a paz”, afirmou o reitor da Universidade Católica Timorense (UCT), padre Joel Casimiro Pinto, durante a cerimónia de inauguração da ESE-RAIZ, em Díli.
“Não estamos nem perante uma reforma, nem uma reorganização. Estamos perante um desmantelamento do Ministério da Educação”, considerou o secretário-geral da Fenprof, Francisco Gonçalves, em declarações à agência Lusa.
A estimativa resulta de um estudo de diagnóstico de necessidades docentes, realizado pela Universidade Nova de Lisboa, que aponta que, em média, até ao ano letivo 2033-2034, as escolas vão perder para a reforma cerca de 4.000 professores por ano.
A iniciativa visa apresentar roteiros delineados pela federação tendo em vista a atual legislatura e as Eleições Autárquicas que se aproximam. Em foco está a valorização dos profissionais e a melhoria da qualidade do ensino, de acordo com a FNE.
No sistema público, há este ano mais lugares para os cursos de formação de professores e na área das competências digitais. Candidaturas à primeira fase do concurso para o ano letivo de 2025-2026 podem ser apresentadas até ao dia 4 de agosto. Já o sistema de Educação Superior Privado fixa um total de 24.980 vagas.
A Federação Nacional dos Professores considera positiva a manutenção dos contratos até ao final do ano escolar (31 de agosto), de acordo com a circular n.º B250001317X divulgada esta terça-feira, 8, pela DGAE.
Envelhecido e feminilizado - este é em traços gerais o retrato do corpo docente português traçado no Balanço Anual da Educação 2025 do 'think tank' EDULOG, da Fundação Belmiro de Azevedo, divulgado esta quarta-feira. Em paralelo, mantém-se uma fatia significativa de docentes com contratos a termo.
Para a Federação Nacional da Educação, o programa do Governo é uma repetição de promessas feitas no passado e não concretizadas. Faltam medidas estruturantes que respondam aos problemas mais urgentes do sistema educativo, afirma a federação liderada por Pedro Barreiros.
O projeto, apresentado em Conselho de Ministros pelo ministro do Ensino Superior, José Jerónimo, tem como objetivo criar uma “nova escola universitária dedicada exclusivamente à formação inicial de professores do ensino básico e secundário, promovendo a excelência na educação e uma forte valorização da língua portuguesa”, lê-se no comunicado do Conselho de Ministros.
“Não há nada de mais importante nas escolas para os alunos do que os nossos professores”, afirmou o coautor do estudo Miguel Herdade, defendendo que o professor pode fazer a diferença no percurso académico dos seus alunos.
O Expresso avança esta sexta-feira com um estudo da NOVA SBE e da Gulbenkian, que contabiliza em 11,5 mil milhões de euros os custos da recuperação do tempo de serviço dos professores. A maior fatia corresponde a salários. O valor leva os investigadores a questionar se não terá um impacto negativo na atratividade futura da carreira.
O carismático secretário-geral da maior estrutura sindical de professores do país, deixa a FENPROF com 50 mil associados e garante que vai continuar a "acompanhar" o trabalho sindical. O 15.º Congresso Nacional de Professores, que arrancou esta sexta-feira, vai definir as prioridades para o próximo mandato que termina em 2028.
A Fenprof decidiu avançar com o pré-aviso de greve às provas ModA - agendadas para o final de maio e início de junho - na reunião do secretariado nacional.
Federação Nacional da Educação começou a apresentar o “Roteiro para a Legislatura 2025 – 2029” aos partidos políticos. O documento que o JE leu é um contributo para a construção de políticas públicas "centradas na valorização dos seus profissionais, na melhoria das condições de trabalho e das aprendizagens e na consolidação de um sistema educativo inclusivo, democrático e humanista", salienta a estrutura liderada por Pedro Barreiros.
Promovida pelo Sindicato de Todos os Profissionais da Educação. a greve desta terça-feira, 6 de maio, envolve docentes e não docentes abrangendo todos os estabelecimentos de ensino do concelho. Segundo adianta Daniel Martins, da direção deste sindicato, ao JE "levará certamente ao encerramento de escolas".
O período destinado a reclamações das listas dos colocados começou esta sexta-feira e prolonga-se até ao próximo dia 8. A FENPROF saúda a antecipação dos resultados face aos anos anteriores, mas não está satisfeita: "O ingresso nos quadros, sendo benéfico para os docentes não acrescenta professores ao sistema".
Os professores que no próximo ano letivo iniciem funções nas Escolas Portuguesas no Estrangeiro (EPE) vão receber mais apoios que os atuais. Ministério da Educação, Ciência e Inovação explica ao JE os apoios um a um e adianta valores para os países da lusofonia.