Ensinar para duvidar num mundo com IA parece exigir, talvez paradoxalmente, mais presença, mais debate direto entre alunos e professores, mais confronto de ideias ao vivo, mais tempo dedicado ao processo de aprendizagem.
Professores gastam horas a preencher formulários, atas e relatórios, comprometendo o ensino, revela um estudo da Federação Nacional da Educação (FNE) que denuncia um sistema educativo transformado em papelada.
A falta de professores continua a ser o maior problema da educação, contudo, na opinião da Fenprof este problema resolve-se com a “valorização efetiva da carreira e da profissão docente, tornando-a mais atrativa, de forma a manter os que a exercem hoje, recuperar os que a abandonaram nos últimos anos e atrair jovens para a profissão”.
Em comunicado, o SIPE refere que apesar de estar em processos negociais com o Ministério da Educação, Ciência e Inovação, considera que se as novas leis de trabalho em discussão “forem aplicadas, serão graves”.
Em declarações à CNN Portugal, José Feliciano Costa referiu que "os professores percebem o que está em cima da mesa, e que se for aprovado (o projeto de reforma da legislação laboral) terá implicações na sua vida".
“Temos 1.487 escolas do 1.º ciclo sem biblioteca, o que significa que 25% dos alunos – cerca de 90 mil crianças – não têm acesso a livros”, afirmou o governante, durante a sessão “Ler os resultados das provas ModA – Implicações para a aprendizagem da Leitura”, organizada pelo Instituto de Educação, Qualidade e Avaliação no Centro Nacional de Exposições, em Santarém.
O secretário-geral da Federação Nacional dos Professores, afeta à UGT, não avança estimativas para a greve geral de 11 de dezembro, que a FNE abraça de corpo e alma, mas admite ao JE que tudo pode acontecer, incluindo uma paralisação total nas escolas. Remete a responsabilidade pelos incómodos que a greve possa causar a alunos e pais para "quem insiste em avançar com propostas que atacam direitos laborais e ignoram os alertas das organizações sindicais".
“A carreira é a espinha dorsal do sistema, tudo o resto são questões que a ela se ligam. Colocá-la no fim é, no mínimo, uma incoerência estrutural, no máximo, uma estratégia consciente de diluição da sua força central”, escrevem os docentes numa carta aberta.
Na quarta-feira, um grupo de professores da Escola Portuguesa de Luanda (EPL) iniciou uma greve por tempo indeterminado, devido à falta de respostas do Governo português sobre o subsídio de instalação, disse à Lusa fonte dos grevistas.
Fernando Alexandre anunciou esta manhã, que foi hoje publicado um novo aviso para requalificar 237 escolas, no valor de 850 milhões de euros. Na Comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública, Educação e Ciência. onde falava, o ministro anunciou também o lançamento, no primeiro trimestre de 2026, de um concurso para contratação de 830 psicólogos e 576 outros técnicos especializados.
“Na semana passada tínhamos cerca de mil horários por preencher, mas nem todos são horários completos”, disse o ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, em declarações aos jornalistas à margem da 4ª edição da Conferência Teaming Club, que reúne os Centros de Excelência do programa “Teaming for Excellence” da União Europeia.
“Vamos lançar muito em breve um concurso para 237 escolas”, revelou hoje o ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, em declarações aos jornalistas à margem da 4.ª edição da Conferência Teaming Club, que reúne os Centros de Excelência do programa “Teaming for Excellence” da União Europeia.
A proposta de OE2026 entregue na Assembleia da República alocou para o pagamento de salários com pessoal 6,2 mil milhões de euros, mais 3,5% face ao estimado para 2025. Parte do acréscimo destina-se a valorização das carreiras e recuperação do tempo de serviço dos professores
Um dia após o Ministério da Educação ter celebrado protocolos com instituições de ensino superior para formar mais professores até 2030, comprometendo-se a pagar o custo integral de cada aluno, a APESP vem defender a inclusão do setor nesses contratos-programa.
Estes são resultados do maior inquérito internacional realizado a professores do ensino obrigatório hoje divulgado pela OCDE: A nova edição do Teaching and Learning International Survey - TALIS 2024 - contou com a participação de mais de 280 mil docentes de 55 sistemas de educação, incluindo Portugal.
Estas posições foram trocadas por Mariana Leitão e por Luís Montenegro no primeiro debate quinzenal da presente legislatura na Assembleia da República.
“Em cada escola vai ser um caso. Se nós estivermos a falar de escolas na região Norte, esse problema vai ser relativamente fácil de resolver, porque no Norte há muitos professores disponíveis. Vai ser muito mais difícil nas escolas da Grande Lisboa, da Península de Setúbal e do Algarve”, disse Fernando Alexandre.
“Neste momento, cerca de 93 mil alunos estão afetados e o ano letivo já começou”, afirmou José Feliciano Costa, secretário-geral da Fenprof, referindo o caso concreto do 1.º ciclo, com mais de cinco mil crianças ainda sem professores atribuídos.
O anuncio foi feito hoje por José Feliciano Costa, secretário-geral da Federação Nacional dos Professores (Fenprof), durante uma conferência de imprensa em Lisboa para analisar a abertura de mais um ano letivo.
Em entrevista à Antena 1 na véspera do arranque de mais um ano letivo, o ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, disse que em “98%/99% das escolas os professores estão todos colocados, os alunos vão ter aulas a todas as disciplinas”.
Na véspera do início do ano escolar, Fernando Alexandre deixou um sério aviso a Carlos Moedas e acusa a autarquia de Lisboa de falhar na criação de alojamento para professores. "Lisboa tem que dar uma maior atenção as escolas", sinalizou o ministro.