Enquanto continuarmos a medir o rigor pelo número de documentos exigidos e não pela qualidade das decisões tomadas, continuaremos a ser, apenas, um país onde o papel muda de formato, mas a burocracia permanece intacta.
A leitura mais equilibrada é esta: Portugal não deixou de ser atrativo, mas tornou-se mais difícil transformar esse interesse em investimento efetivamente concretizado.
Novas regras ameaçam ter impacto negativo de mais de 60 mil milhões, com Portugal a ser visto como destino preferencial para investimentos no setor que alimenta a inteligência artificial.
A crise da Volkswagen deve servir de aviso. Se a Europa não conseguir garantir energia competitiva, inovação tecnológica e capacidade industrial, continuará a perder terreno face aos EUA e à China. E quando perde indústria, perde também autonomia, emprego, conhecimento e influência.
Quase uma em cada três pessoas na União Europeia tinha, em 2025, uma subscrição paga a um serviço de ‘streaming’ de filmes, séries ou desporto, divulgou esta quinta-feira, 27 de agosto, o Eurostat.
A consciência já não basta e a indústria europeia precisa de medidas concretas. Estamos perante o futuro de milhares de empresas, de centenas de milhares de trabalhadores e da credibilidade do próprio projeto europeu.
A ambição de avançar na redução de emissões continua a ser inquestionável, mas a realidade demonstra que este objetivo dificilmente poderá ser alcançado através de uma única solução tecnológica.
Volvo aposta tudo na eletrificação, mas defende que é preciso "acelerar a adoção de veículos de emissões zero". Marca sueca premium garante que não quer imitar nenhuma marca e que quer continuar a fazer o seu caminho de forma "mais humana e menos ostentativa".
Sustentabilidade não significa gastar menos: significa gastar melhor. Investir em inovação que previne doença, reduz internamentos, melhora a qualidade de vida e aumenta a produtividade dos portugueses é um exemplo de boa utilização dos recursos públicos.
Portugal precisa de integrar a bioeconomia territorial na sua Estratégia Industrial Verde. Não como um capítulo ambiental, mas como uma frente de investimento, produtividade, substituição de importações e criação de valor acrescentado.
Líder da Skoda Portugal revela que subida dos preços dos combustíveis, devido à guerra no Médio Oriente, levou mais pessoas a comprar carros elétricos. Tirando o impacto das vendas no canal rent-a-car, as vendas de carros elétricos já pesam hoje 40% do mercado nacional.
O custo de agir agora é conhecido e orçamentável. O custo de não agir só se torna visível depois do evento, e nessa altura já não há orçamento que o compense integralmente.
Tal como no lítio, petróleo e gás, o país conta com urânio no seu subsolo, mas rejeita avaliar o seu potencial. E conta com um historial: 60 minas produziram ao longo de 90 anos. Preço do urânio disparou com uso do nuclear para alimentar a IA.
Grupo de trabalho definiu várias áreas para avaliar o potencial de lítio, mas o concurso não tem data de lançamento. Europa está dependente da China para obter este mineral crítico para a descarbonização.
O caminho já existe: é preciso manter o impulso, ampliar o crédito para fibras recicladas europeias, usar a contratação pública como alavanca de mercado e canalizar parte da receita da nova taxa para modernizar a reciclagem têxtil das PME.
Portugal é uma das grandes portas atlânticas de dados. Os cabos amarram na nossa costa e a Microsoft ergue em Sines um centro de dados de 8,6 mil milhões de euros. Alojar a infra-estrutura dos outros dá renda e emprego, mas não dá soberania.
Com clientes como a NATO ou a Agência Espacial Europeia, empresa portuguesa já vigia mais de 600 satélites no espaço contra todo o tipo de ameaças e ataques de atores mal-intencionados.
Na Europa, Portugal surge com a classificação A2 (risco baixo) com Espanha, Países Baixos, Bélgica e Suécia — os únicos países europeus com esta avaliação — enquanto grandes economias como Alemanha, França e Reino Unido permanecem na categoria A3 (“risco satisfatório”).