Enquanto continuarmos a medir o rigor pelo número de documentos exigidos e não pela qualidade das decisões tomadas, continuaremos a ser, apenas, um país onde o papel muda de formato, mas a burocracia permanece intacta.
Apesar de estabilizar face ao PIB, a dívida voltou a crescer no primeiro trimestre deste ano, atingindo o segundo maior valor de sempre relativamente ao PIB, segundo dados do Banco de Portugal, 276 mil milhões de euros.
Boa parte do tempo em que as taxas de juro estiveram extraordinariamente baixas foi perdido em temas colaterais de agenda política, em vez de colocar-se o foco no crescimento económico. Esta espécie de dança é perigosa, porque é feita sobre riscos estruturais.
A legalização do aborto não empurra ninguém para a IVG, visa sim garantir que qualquer mulher, independentemente da sua condição socioeconómica, tem direito ao acesso a esta prática de forma segura.
Segundo o Fórum Económico Mundial os benefícios sociais, económicos e ambientais da habitação colaborativa são evidentes, por se tratar de “um modelo mais inclusivo e sustentável.
Esperemos que o novo Orçamento crie condições para que finalmente se procure resolver o grande problema da economia portuguesa, que é a falta de crescimento.
Importa recordar que 35 anos de fundos europeus terão contribuído para muita coisa em Portugal, mas não certamente para a sustentabilidade externa e um crescimento económico acentuado.
A reformulação da globalização, com as inevitáveis alterações nas cadeias de produção e de logística, não será seguramente desfavorável ao nosso interesse nacional.
As vantagens da aquisição da nacionalidade são muitas, e, graças ao proverbial facilitismo português, ainda nos chegam e são aprovados inúmeros pedidos que o país vizinho recusa.