No Mundial de Futebol, o VAR funcionou, sim, para tratar mal equipas geopoliticamente não amigas. 2026 escancarou a relação entre o futebol e a politicagem.
O crescimento do património do Donald é expressivo e chocante: em 2024 Trump declarara mais de 600 milhões de dólares em rendimento total; um ano depois, ultrapassou os 2 mil milhões. Políticos assim não os há nas democracias ocidentais.
Notamos que a ideia de uma esfera pública da racionalidade argumentativa, na qual se pode alcançar uma decisão racional depois de dispor dos argumentos, não se aplica ao debate angolano.
No tempo dos Médici, o mecenato era visto como tecnologia política e o apoio às artes, à arquitetura, à Igreja e aos intelectuais não era resultado de simples gosto estético, mas parte de uma estratégia de construção de autoridade social.
A proposta iraniana não é um gesto diplomático. É a confissão de que o estrangulamento está a funcionar. Quem propõe abrir o estreito para que o bloqueio seja levantado está a dizer, sem o dizer, que já não aguenta mais.
Orbán caiu. E a União Europeia, se quiser mesmo aprender com Budapeste, deve perceber isto: os populismos não são derrotados apenas com sermões sobre valores, liberalismo ou união, mas quando deixam de conseguir esconder a corrupção, a mediocridade e o desgaste de um poder demasiado longo.
Durante demasiado tempo a inovação viveu num espaço confortável dentro das grandes organizações, suficientemente próxima do poder para ser notada, mas suficientemente afastada para não o comprometer.
Já sabíamos que em Portugal se prendia para investigar, mas isto agora atinge até juízes com a desculpa esfarrapada de que ninguém está acima da lei, o bordão favorito dos populistas.
A 80ª Assembleia Geral da ONU não será apenas mais uma sessão anual: será o momento em que a organização deverá provar a sua relevância, reafirmar a sua legitimidade e demonstrar que pode ser, ainda, a arena capaz de equilibrar poder e justiça no século XXI.
No fim, talvez a história registe esta viagem não como a defesa heroica de Kiev, mas como a consolidação de um padrão: o de uma Europa que paga a reconstrução americana, que aceita ditames estratégicos exteriores e que se resigna ao papel de bloco económico subalterno.
A Declaração da última cimeira dos BRICS, este ano, destaca a reconfiguração da Ordem Internacional, consubstanciada na exigência de uma Governação Global mais justa e plural.
Num contexto político em que a extrema-direita quer ditar qual o lugar da mulher na política e na sociedade, importa mais do que nunca mostrar que o lugar da mulher é também no topo.
Tanto Zelensky quanto Netanyahu veem no prolongamento das guerras a única estratégia eficaz para garantir permanência no poder, reforçando ideologias de guerra em detrimento de qualquer horizonte de paz.
Trump é um produto da mudança de sociedade e tem vindo a criar a sua teia internacional com outros movimentos/partidos, uns já no poder, outros com representação significativa no seu país e no Parlamento Europeu.
Nandi-Ndaitwah é a primeira mulher na Namíbia a ocupar o cargo de Presidente, quebrando barreiras e inspirando uma nova geração de líderes femininas em África. Representa também uma nova era de liderança para a nação, marcada por uma transição pacífica de poder.
O legislador faz a lei, sim, mas quem a interpreta é o fisco, que pode decidir independentemente do espírito que motivou a definição das regras, agindo em conformidade com a sua decisão.
O retorno de Trump não apenas simboliza uma guinada na política americana, mas também se torna um catalisador para reconfigurações profundas em sistemas financeiros, alianças estratégicas e paradigmas de governança.