No Mundial de Futebol, o VAR funcionou, sim, para tratar mal equipas geopoliticamente não amigas. 2026 escancarou a relação entre o futebol e a politicagem.
Se a Praça por todos associada ao poder central passasse a ser uma Praça da Cidadania, da Cultura e do Conhecimento, isso constituiria um sinal poderoso de para onde queremos ir e que tipo de país queremos ser.
A decisão de Cotrim Figueiredo ofereceu a possibilidade a André Ventura de ocupar o lugar à direita do PSD e de pressionar os democratas a venderem convicções em nome do poder.
Com mais de dois partidos a poderem ganhar eleições, sendo que um deles defende uma rutura com a democracia, só restará a alternativa de entendimento entre os que acreditam na democracia.
Ignorar o valor da vida humana em favor de objetivos geopolíticos de curto prazo é uma resposta simplista, que subestima a intricada teia de fatores que moldam a segurança contemporânea.
Reina um certo desespero e Macron sentiu necessidade de dar apoio, marcando posição na Europa, aparecendo com um “pensamento estruturado e desenvolvido”, mas não muito criativo.
A intervenção pública de Olavo de Carvalho, no foro da cultura, sociedade e política, teve por finalidade despertar as pessoas, para que se dessem conta da destruição dos valores que restam ao Ocidente.
Estaremos à altura de criar e manter o equilíbrio necessário para garantir que a super-persuasão da IA seja uma força para o bem coletivo e não uma ferramenta para a ampliação das fissuras já existentes?
O autor Ian Mortimer afirma que antes da invenção do espelho, o conceito de identidade individual nem existia. O que fazer para evitar o destino de Narciso?
É necessário que um partido de direita conservadora responsável e liberal volte a ter força para voltar a agremiar a direita que fugiu para os radicalismos, Chega e Iniciativa Liberal.
Com 84 pontos, a filha de Belmiro de Azevedo, atual acionista e CEO da Sonae, é a segunda mulher mais poderosa nos negócios em Portugal. “É a mais parecida comigo, tem killer instint”, dizia o pai da empresária.
Não posso estar mais de acordo com as palavras do Papa Francisco: “a paz não pode jamais reduzir-se ao mero equilíbrio das forças e do medo”. O mesmo é dizer que os políticos não podem alimentar o discurso do medo.
Criou-se uma maioria ignorantíssima que esmaga a minoria crítica, atabafando-a e, pior, julgando que está a cumprir os ditames da democracia, quando, afinal, está a ser selvagem e ditadora.
Nos Açores, o PSD tornou-se o partido central do sistema partidário. Negoceia e faz acordos, de governo ou meramente de incidência parlamentar, com seis dos oito partidos representados no Parlamento Regional. Esta centralidade e capacidade de diálogo tem-lhe permitido manter-se no poder.
Faltam políticos de qualidade em Portugal, e na Europa também, que possam ter a visão estratégica e o golpe de asa para conseguirem guindar o país a um patamar de abundância, de respeito cívico, de desenvolvimento.
Um homem escreveu, outro realizou e outro ainda encenou. Samuel Adamson, Pedro Almodóvar, Daniel Gorjão prestam homenagem ao amor, no seu pulsar no feminino. “Tudo Sobre a Minha Mãe” sobe aos palcos em janeiro, em Lisboa e Porto.
A exposição "O Estado do Mundo: Museu do Atlântico Sul", que pode ser vista até 15 de janeiro no Pavilhão Branco, em Lisboa, parte de uma ideia de Agostinho da Silva e transporta-a para os nossos dias. Reflexões no presente para construir um futuro mais dialogante.
Talvez nos iludamos nos sonhos, mas talvez nos iludamos menos. Há uma sinceridade da mente consigo própria no sonho. Talvez porque sonhar seja mais da ordem do que nos acontece do que do que fazemos acontecer. Há neles uma vocação ecológica e comunitária.