O crude do mar do Norte, de referência na Europa, fechou a sessão no Intercontinental Exchange a cotar 1,91 dólares abaixo dos 88,98 dólares com que encerrou as transações na quarta-feira.
Os cortes acordados por sauditas e russos deixarão o mercado em défice, uma situação que rapidamente se reverterá no início de 2024 caso o maior cartel petrolífero do mundo não declare novos limites à produção.
A Arábia Saudita e a Rússia anunciaram esta semana cortes na produção de petróleo até ao final do ano. Um economista-chefe do Abu Dhabi Commercial Bank prevê uma quebra no PIB da Arábia Saudita de 0,5%.
A consultora considera que os produtores da OPEP+ querem estabilizar os preços do petróleo abaixo da ‘barreira psicológica’ dos 100 dólares e não reverter alguns dos cortes já anunciados.
Rússia e Arábia Saudita, membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP+), optaram por realizar cortes na produção, tendo em vista a redução da oferta.
Os dois índices de referência do petróleo têm sido suportados pelo anúncio dos cortes de fornecimento da aliança OPEP+ feito no início de julho, estando a caminho de um aumento semanal de 3,6%, segundo a "Reuters".
A OPEP reviu em alta as previsões de produção de petróleo enquanto que a Agência Internacional de Energia fez uma revisão das suas expetativas em sentido contrário. Em causa estão visões diferentes relativamente à evolução da economia chinesa.
"A procura mundial de petróleo deverá crescer 2,4 milhões de barris por dia em 2023, depois de uma revisão em alta de cerca de 0,1 milhões de barris por dia em relação ao mês passado, principalmente devido a uma procura mais forte na China no segundo trimestre", afirmou a OPEP no seu relatório mensal sobre o mercado petrolífero.
Em destaque esteve a Jerónimo Martins que, apesar de ter fechado a negociação a ganhar 3,50% (26,00 euros), não conseguiu contrabalançar o peso do sector energético, que foi decisivo para o resultado negativo do PSI.
A Reserva Federal norte-americana divulga as atas da última reunião de política monetária, o Banco de Portugal publica informação estatística sobre novos empréstimos e depósitos em maio e a OPEP dá o pontapé de saída do 8º seminário internacional em Viena, no qual o Governo português far-se-á representar.
A capital austríaca recebe esta quarta-feira o oitavo seminário internacional da OPEP e é de esperar algumas mudanças na política petrolífera. Praças europeias tiveram esta terça-feira um dia de perdas e depois de gozar o feriado nacional, Wall Street regressa esta quarta-feira.
O reino saudita voltou a surpreender com uma estratégia agressiva para suportar o preço do petróleo face a vários meses de quedas, levando já a uma reação dos mercados.
O reino saudita pretende voltar a estimular os preços do crude, cortando ainda mais a produção do que havia já sido acordado e anunciado pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo.
Apesar da expetativa de tudo se manter igual o petróleo está a valorizar com o brent a subir 1,53% para os 75,42 dólares e o crude está a valorizar 1,64% para 71,25 dólares.
A OPEP+ concordou em reduzir a produção de petróleo até ao final de 2023 para estabilizar o mercado num contexto de incerteza das perspetivas económicas mundiais. A GlobalData diz que a redução da produção de petróleo deverá ter um impacto na economia da Arábia Saudita.
A Agência Internacional de Energia (AIE) considera que os cortes anunciados pela OPEP "correm o risco de agravar as tensões, elevando os preços de petróleo e dos produtos" e pode prejudicar a recuperação global da economia.
O Ocidente quase não compra petróleo russo, mas as exportações não param de aumentar. O país vende a commodity a três países em particular: China, Turquia e Índia.
O maior cartel petrolífero do mundo mantém a expectativa de 2,3% de crescimento na procura global, apesar dos riscos descendentes, o que significará um aprofundar do défice de produção, dados os cortes anunciados no início do mês.