O crude do mar do Norte, de referência na Europa, fechou a sessão no Intercontinental Exchange a cotar 1,91 dólares abaixo dos 88,98 dólares com que encerrou as transações na quarta-feira.
Os países produtores de petróleo na América são Estados Unidos, Canadá, México, Brasil ou Guiana. Juntos, produzem 34 milhões de barris de petróleo e derivados por dia. Por outro lado, a OPEP já só controla 30% do mercado.
A manutenção do preço do gás natural a níveis baixos é um indicador necessário - mas não suficiente - para o Banco Central Europeu ponderar o recuo das taxas de juro. Os indicadores atuais permitem algum otimismo.
OPEP+ - que inclui a Arábia Saudita e a Rússia - anunciou cortes na produção para tentar aumentar os preços, mas os EUA batem recordes de produção e de exportação.
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Um inquérito da 'Reuters' concluiu que a produção de petróleo da OPEP caiu em novembro, depois de ter registado subidas nos três meses anteriores. No próximo ano é esperado que esta diminuição se agrave.
Em 2000, o "país-irmão" produzia pouco mais de um milhão de barris de petróleo bruto mas agora ultrapassa largamente os três milhões e aspira atingir muito em breve os quatro milhões por dia. Vai juntar-se à Rússia e à Arábia Saudita no grupo dos maiores produtores do mundo.
Por fim, concluem que "continuamos a esperar que o crescimento sólido da procura, o abrandamento do crescimento da oferta dos EUA e a baixa oferta da OPEP mantenham o Brent no intervalo de 80-100 dólares em 2024". Embora admitam que vão monitorizar esse limite inferior.
Segundo a agência Reuters, a OPEP+ chegou a um acordo preliminar sobre uma redução adicional na produção de petróleo para impedir que os preços da matéria-prima continuem a cair.
O Brasil deverá juntar-se ao grupo de países produtores de petróleo conhecido como Opep+ a partir de janeiro, disse um delegado da organização à Reuters nesta quinta-feira.
Este fecho do crude do Mar do Norte, de referência na Europa, abaixo dos 80 dólares ocorre a apenas tês dias de uma cimeira da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e aliados, entre os quais a Federação Russa.
O momento actual é conturbado, por via das divergências existentes entre os países relativamente às metas da produção de petróleo para o próximo ano, uma vez que Nigéria e Angola pretendem que a fasquia aumente. São, por esta altura, dois dos países que se encontram na cauda da tabela quanto às metas de produção.
O representante de Angola na Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) disse hoje que o país africano não tenciona sair da organização, depois de a delegação angolana ter abandonado as negociações na noite de quarta-feira.
Com a economia a abrandar – tal como previsto pelo BCE – o petróleo está a acumular-se nos reservatórios. Os produtores da OPEP+ estão a ficar nervosos e adiaram um encontro que devia suceder em Viena.
A Opep+ está preparada para considerar a possibilidade de fazer cortes adicionais na oferta de petróleo. No entanto, a Rússia não vê razões para qualquer tipo de mudança na política dos principais produtores.
Esta é uma previsão que contrasta com a da Agência Internacional de Energia (AIE), que prevê um possível pico e declínio definitivo da procura global de combustíveis fósseis antes de 2030.
Esta semana, a OPEP anunciou que iria manter o corte de produção de dois milhões de barris por dia até ao final do ano. Esta decisão, embora esperada, fez com que o preço da matéria-prima caísse nos últimos dias.