O crude do mar do Norte, de referência na Europa, fechou a sessão no Intercontinental Exchange a cotar 1,91 dólares abaixo dos 88,98 dólares com que encerrou as transações na quarta-feira.
“O Iraque produz atualmente 2,7 milhões de barris por dia e exporta entre 1,5 e 1,7 milhões de barris”, disse o ministro do petróleo iraquiano, Basem Mohamed Judeir, em conferência de imprensa.
Foi um pequeno aumento de volume mas suficiente para completar a reversão dos cortes de produção que tinham sido acordados em 2023. Pelo sexto mês consecutivo, a Organização de Países Exportadores de Petróleo e os seus aliados estabeleceu um novo aumento na oferta de crude já para setembro.
Trata-se de sete dos 21 'petroestados' da aliança entre a OPEP e vários países, que há mais de um ano estão a reverter de forma gradual, através de aumentos moderados, os cortes voluntários de produção que aplicaram em 2023 para sustentar os preços do petróleo.
Os mercados financeiros arrancam a semana com Wall Street a reabrir esta segunda-feira depois do feriado do 4 de Julho, numa sessão em que os investidores vão reagir ao aumento de produção anunciado pela OPEP+ no fim de semana e continuam atentos ao arranque da época de resultados do segundo trimestre nos EUA.
O ministro do Petróleo do Kuwait, Tariq al Roumi, voltou hoje a defender "consultas e coordenação" entre os países produtores de petróleo para fazer face à "rápida evolução dos mercados energéticos".
A decisão foi tomada numa conferência realizada por meios digitais entre os ministros do setor da Arábia Saudita, Rússia, Iraque, Kuwait, Cazaquistão, Argélia e Omã, segundo um comunicado da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), com sede em Viena.
Juntos, Iraque e UAE produzem 8 milhões de barris, o que representa 27% da produção petrolífera da OPEP. O peso do cartel diminuiria significativamente e com isso a sua capacidade de controlar um mercado cada vez mais competitivo desde a entrada do petróleo de xisto norte-americano há uma dúzia de anos.
Agência Internacional de Energia prevê um excesso de oferta, e quebra nos preços, já em 2027, com o fim da guerra, mas produtores da OPEP têm dúvidas e acreditam que procura vai subir.
Portugal tem duas vantagens que importa explorar: cerca de 70% da eletricidade já vem de fontes renováveis, e a exposição direta a fornecedores do Golfo é limitada.
A Companhia Nacional de Petróleo de Abu Dhabi (ADNOC) comprometeu-se este domingo a investir 46 mil milhões de euros em novos projetos ao longo dos próximos dois anos, dois dias após a saída oficial dos Emirados Árabes Unidos da OPEP.
A Arábia Saudita, a Rússia e outros cinco países da OPEP+ aumentaram hoje, como previsto, os limites de produção de petróleo, demonstrando a continuidade do grupo após o abalo provocado pela saída dos Emirados Árabes Unidos.
Apesar do aumento anunciado, que está previsto ser sentido em junho, este valor é inferior ao que o grupo anunciou para o mês de maio, de 206 mil barris por dia. O valor anunciado para o próximo mês já exclui a produção dos Emirados Árabes, uma vez que estes saíram do grupo a 1 de maio.
Emirados Árabes fartaram-se dos sauditas e abandonaram o cartel. Estão apostados em produzir mais petróleo para conseguir mais dinheiro. A guerra continua a mudar a região e o mundo.
O movimento de saída dos Emirados Árabes Unidos da OPEP “representa muito mais do que uma decisão isolada: pode marcar o início de uma nova fase no equilíbrio energético global.
Num movimento que promete redesenhar o mapa geopolítico e económico do mercado energético mundial, os Emirados Árabes Unidos (EAU) anunciaram oficialmente a sua decisão de abandonar a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP). A saída entrará em vigor já no próximo dia 1 de maio.
A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) precisou no relatório de março, o primeiro mês em que se reflete o impacto da guerra, que os quase oito milhões de barris diários foram calculados por vários institutos independentes.
O presidente dos Estados Unidos anunciou ataques maciços para o segundo dia desta semana se o Estreito de Ormuz não for reaberto pelos iranianos. No quadro de uma guerra em que alguns dos participantes parecem estar a perder discernimento, a OPEP diz que vai aumentar a produção - mas não sabe como.
Hoje, como há cerca de 500 anos, aquando do seu controlo por parte de Afonso de Albuquerque e dos portugueses, Ormuz continua a ser um ponto nevrálgico do sistema de trocas global.
Segundo a ‘Reuters’, este grupo poderá aprovar o aumento da sua produção já este domingo. Contudo, este aumento deve ficar pelo papel, uma vez que o fecho do Estreito de Ormuz condiciona grande parte a passagem do petróleo dos membros do grupo, e a Rússia está sancionada e não consegue aumentar a sua produção.