Num mundo de superpotências, os países médios e pequenos são presas isoladas, e a coligação é o mecanismo pelo qual os não-gigantes deixam de negociar sozinhos com gigantes.
“É claro que estamos a monitorizar as ações práticas e as discussões entre os membros da NATO sobre a questão ucraniana”, disse o chefe da diplomacia russa numa conferência de imprensa no final das conversações com o seu homólogo senegalês, Yacine Fall.
A guerra da Ucrânia transformou-se num divisor de águas que pode encerrar abruptamente o domínio hegemónico norte-americano. Vários erros estratégicos têm tornado irreversível a trajetória de declínio.
Demasiado recente na cena política, demasiado longe de Trump até há algum tempo. Os republicanos não ficaram propriamente exaltados com a escolha para a vice-presidência (e a presidência do Senado por inerência). Entretanto, a NATO novamente está sob os holofotes.
Entre o populista e o figurante, tudo é péssimo, cada vez pior, mas talvez entre o péssimo e o ainda pior, Biden represente hoje mais perigos para o mundo.
Luís Montenegro fez uma declaração à comunicação social portuguesa no último dia da cimeira da NATO, entre as reuniões do Conselho do Atlântico Norte com os parceiros da União Europeia e da Ásia-Pacífico e a reunião do Conselho NATO-Ucrânia.
A declaração final da cimeira da NATO sublinha que mais de dois terços dos aliados gastam anualmente pelo menos 2% do seu Produto Interno Bruto (PIB) na defesa, frisando ser necessário superar essa fasquia para "remediar atuais insuficiências".
Alguns Estados-membros já aceitaram as evidências da derrota de Joe Biden nas presidenciais de novembro e começam a estabelecer pontes com o eventual futuro presidente. Conselheiro Keith Kellogg encontrou-se com o presidente do parlamento ucraniano.
Não faltaram à Europa oportunidades para afirmar o seu projeto. Referimo-nos concretamente às relações com a China e a Rússia, e à sua intervenção como um mediador internacional incontornável.
"Se houver agora um novo cessar-fogo, um novo acordo, temos que estar 100% seguros de que [a Rússia] se detém ali, independentemente de onde estiver essa linha", indicou Stoltenberg durante o Fórum Público paralelo à Cimeira da NATO, hoje no segundo de três dias em Washington DC.
À chegada à cimeira da Aliança Atlântica, que se realiza em Washington até quinta-feira, Luís Montenegro reiterou o compromisso de antecipar em um ano, para 2029, o objetivo de alcançar “um quantitativo de despesa no Orçamento do Estado equivalente a 2%”.
“Tenho o prazer de anunciar que, neste momento, a transferência de aeronaves F-16 está em andamento, da Dinamarca e dos Países Baixos”, disse Blinken à margem da cimeira da NATO em Washington.
“Esta será uma cimeira histórica”, garantiu Jens Stoltenberg à imprensa à chegada ao centro de convenções da capital norte-americana, onde se reúne hoje o Conselho do Atlântico Norte, principal organismo de decisão política dos aliados da NATO.
Montenegro defendeu que, se este é um esforço do país por razões securitárias, “é um esforço que tem o retorno da atividade económica que também pode ser gerada” e detalhou alguns dos setores que poderá beneficiar.
Polémicas estão previstas e não apenas por causa da Ucrânia: presidente da Turquia quer um debate sobre as atrocidades praticadas por Israel na Palestina.
Com a agenda oficial a ser em tudo semelhante às de todas as cimeiras mais recentes - a Ucrânia - Joe Biden usará o encontro que comemora 75 de existência da organização para provar aos norte-americanos que 'ainda anda por ali'.
"Os membros da NATO não são ingénuos e sabem que o futuro do apoio à Ucrânia, com os ganhos eleitorais por parte dos céticos da NATO na Europa e potencialmente nos Estados Unidos em novembro, é confuso", assinalou Broekaert.
No último dia da Cimeira da NATO, Montenegro, Rangel e Nuno Melo participarão em nova reunião do Conselho do Atlântico Norte, esta com os parceiros do Indo-Pacífico e da União Europeia, a que se seguirá uma da Comissão NATO-Ucrânia.