Num mundo de superpotências, os países médios e pequenos são presas isoladas, e a coligação é o mecanismo pelo qual os não-gigantes deixam de negociar sozinhos com gigantes.
Se por um lado, os alemães parecem apoiar cada vez mais a NATO e a União Europeia, por outro lado, o governo parece multiplicar acrobacias para manter um orçamento equilibrado.
"Desde a invasão em grande escala pela Rússia, os aliados forneceram cerca de 40 mil milhões de euros em ajuda militar todos os anos. Os aliados concordam que esta é uma base mínima, e espero que os aliados decidam na cimeira manter este nível durante o próximo ano", disse Stoltenberg numa conferência de imprensa antes da reunião que os líderes aliados realizarão na próxima semana em Washington.
Os ataques na profundidade do território russo não afetam o equilíbrio de forças no teatro de operações ucraniano, mas podem contribuir seriamente para alimentar uma confrontação direta entre os EUA e a Rússia.
Numa mensagem publicada na sua conta da rede social X (antigo Twitter), o chefe de Estado ucraniano saudou a decisão dos Estados-membros da NATO (Organização do Tratado do Atlântico-Norte, bloco de defesa ocidental) de elegerem Rutte como novo secretário-geral da aliança.
Segundo John Kirby, porta-voz do Conselho de Segurança Nacional norte-americano, os Estados Unidos estão também "gratos" ao chefe cessante da NATO, Jens Stoltenberg, sob cuja liderança a Aliança "cresceu e se fortaleceu" com uma "unidade sem precedentes" entre os seus 32 países membros.
"Pode contar com o apoio de Portugal e com o nosso compromisso inabalável na defesa dos princípios consagrados no Tratado do Atlântico Norte", referiu o chefe do Governo português.
Mark Rutte, de 57 anos, deverá iniciar funções no dia 1 de outubro, quando terminar o mandato de Jens Stoltenberg. "A Aliança continuará a ser fundamental para a segurança coletiva", garante o novo secretário-geral.
"Anseio por trabalharmos juntos no sentido de fortalecer a parceria entre a União Europeia e a NATO", destacou nas redes sociais a dirigente que deverá ser reconduzida na liderança da Comissão Europeia.
O cenário de uma guerra entre a NATO e a Rússia deixou de pertencer ao domínio do futurismo distópico. Sucedem-se os alertas nesse sentido, embora se possa admitir que muitas dessas declarações não passam de 'bluff' e visam criar a chamada ambiguidade estratégica, para gerar dúvidas.
O G7 torna-se cada vez mais irrelevante ao deixar de coordenar medidas para retomada do crescimento global, para fomentar a continuidade de guerras na Ucrânia e Gaza.
"É um candidato muito forte. Tem muita experiência como primeiro-ministro. É um amigo e colega próximo", afirmou Stoltenberg, citado pela agência EFE, em Washington, onde se encontrou segunda-feira com o Presidente norte-americano, Joe Biden, e hoje com o secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony Blinken.
“A Hungria está pronta a apoiar a candidatura do primeiro-ministro Rutte a secretário-geral da NATO”, afirmou Orbán nas redes sociais, citado pela agência espanhola EFE.
A ameaça nuclear entrou no cenário da guerra na Ucrânia, numa altura em que a NATO mas não os países da NATO não podem confundir-se. Enquanto isso, a a poucos dias das eleições para o Parlamento Europeu, Nigel Farage, o britânico que assustou a Europa, quer voltar ao parlamento do seu país, num quadro em que os trabalhistas arriscam uma vitória esmagadora. Veja a análise do embaixador Francisco Seixas da Costa.
A visita serve para marcar o alinhamento das agendas. Ou talvez o realinhamento, dado que os desentendimentos entre Paris e Washington são recorrentes.
A possibilidade de a Rússia entender o uso de armas de Estados-membros da NATO como a última linha vermelha a ultrapassar é real. Já não há analistas a afirmarem que não haverá guerra nuclear.
O secretário-geral foi à Base Naval de Berga, na Suécia. No dia anterior reuniu com o presidente da Finlândia, Alexander Stubb. Foi a primeira visita de Stoltenberg a ambos os países desde a sua adesão.
O chefe da NATO falava sobre a possibilidade de Moscovo testar o compromisso dos países da aliança de defender um deles em caso de ataque, durante uma conferência de imprensa com o primeiro-ministro sueco, Ulf Kristersson.
Conflito entre Israel e Hamas continua na ordem do dia e, como tal, é tema incontornável no programa ‘A Arte da Guerra’, da plataforma multimédia JE TV. Este e outros temas merecem a análise do embaixador Francisco Seixas da Costa.
Vitória militar é importante para a Ucrânia assegurar à comunidade internacional que ainda é a melhor opção contra o avanço russo sobre a Europa. É a mensagem para levar até à Suíça.