A política ambiental da Europa tem consequências e, enquanto não nos tornarmos independentes em algo tão básico como a energia, estamos em perigo de sobrevivência no longo prazo.
Investidores e analistas acreditam que os juros não se alterarão na reunião de julho, mas setembro poderá trazer nova subida, sobretudo caso o conflito no Médio Oriente se prolongar e a volatilidade nos mercados energéticos não acalmar.
Depois do aumento de junho, o banco central manteve as taxas diretoras inalteradas e adotou uma postura de esperar para ver, o que estabiliza, para já, as prestações indexadas à Euribor.
A renegociação e a mudança de banco ganham peso entre os pedidos de crédito à habitação, num sinal de que as famílias procuram defender-se da subida dos juros.
Quando o estreito de Ormuz fecha, o investidor descobre na pele o que é risco sistémico. E descobre, também, que existe um mercado inteiro construído para se proteger disso.
Segundo o Banco de Portugal (BdP), a taxa de juro média dos novos depósitos a prazo de particulares avançou 0,02 pontos percentuais em abril face a março, para 1,44%.
Os receios em torno da guerra afastaram os investidores mais cautelosos, mas os de longo prazo estão a colher os rendimentos da sua paciência e estratégia.
A decisão, adotada por maioria de oito votos contra um, representa o terceiro aumento consecutivo e coloca as taxas de juro em níveis não vistos desde o início de 2025, numa medida que está em linha com o previsto pelos mercados.
A subida das taxas de juro não conseguirá debelar a causa da inflação, mas sinaliza uma atitude não acomodatícia por parte dos bancos centrais no que toca às expectativas de inflação geradas nos agentes económicos.
"Esperamos que o BCE aumente as taxas em cerca de 50 pontos base em 2026 para manter uma postura monetária neutra. Depois, em 2027, as taxas poderão voltar a descer", disse o responsável pelo departamento europeu do FMI.