A transição energética não depende apenas de produzir mais energia renovável. Depende também da capacidade de a armazenar, gerir e disponibilizar no momento certo.
A ironia é que a Península Ibérica não é apenas um grande produtor de energia renovável. É também um dos raros territórios europeus com capacidade real de armazenamento em escala. O que Bruxelas procura em relatórios, protótipos e projetos-piloto já existe, opera e escala em Portugal e Espanha.
Quem vai assegurar a interpretação consistente do regime? Na ausência de um mecanismo jurisdicional europeu específico, caberá aos tribunais nacionais fazê-lo – com o risco evidente de soluções divergentes.
Reduzir riscos em relação aos Estados Unidos não significa romper com Washington, tampouco aderir a qualquer forma de antagonismo simplista. Significa, antes, restaurar a capacidade de decisão.
A flexibilidade que nos deveria beneficiar origina afinal uma negociação infindável para delimitar a vida de trabalho e a vida pessoal. Sem fronteiras claras, a flexibilidade torna-se uma sobrecarga.
O que está sobre a mesa fica, para já, a meio do caminho: não serve os empresários e gestores e não serve os trabalhadores. Há mesmo um ponto chocante: a ausência de discussão sobre a função pública.
Portugal precisa de um mercado de trabalho único. Manter o sistema atual é condenar jovens e desempregados a um mercado de segunda. Esta deveria ser uma prioridade nacional.
A exemplo das pontes japonesas, concebidas para resistir a ciclones e sismos, as empresas mais sólidas são as que combinam estabilidade com flexibilidade, o que exige reconhecer que a diversidade é um ativo.
De acordo com a Adecco Portugal, o modelo híbrido continua a afirmar-se como o mais adotado, mas o mercado está fragmentado. Enquanto setores como tecnologia, marketing e serviços partilhados mantêm uma forte aposta na flexibilidade, a indústria, banca ou saúde têm vindo a reforçar o regresso físico aos espaços de trabalho.
Segundo relatório da consultora Robert Walters, inteligência artificial e experiência do candidato figuram entre as principais tendências que vão redefinir o mercado de trabalho este ano.
Será a liderança na administração pública capaz de gerir as pessoas com empatia e visão estratégica, ou está apenas a responder a uma lógica de 'compliance', sufocada por uma burocracia que dificulta qualquer tentativa de inovação?
Estudo "The Human Factor" da Gi Group Holding , divulgado esta quinta-feira, revela que 45% dos jovens portugueses com formação superior e experiência profissional considera mudar de emprego em 2025.
Os fatores mais valorizados pelos estudantes são a retribuição e benefícios, qualidade de vida, formação e desenvolvimento profissional e bom ambiente de trabalho. Os inquiridos no âmbito do Merco Talento consideram suficiente um salário médio de 1.298 euros líquidos por mês à entrada no mercado de trabalho.
No final, o maior empregador com falsos recibos verdes é o próprio Estado. Nos Ministérios, o “campeão” é o Trabalho e Segurança Social, o promotor e defensor do trabalho digno.
Tributar de forma reduzida os mais jovens, além de defensavelmente justo, deverá ser eficiente. A idade é uma caraterística inalterável e facilmente controlável, encontrando-se, por via de regra, associada a variações significativas na capacidade contributiva.
O relatório Talent Trends de 2024 da empresa de executive search Michael Page, divulgado hoje, expõe uma lacuna significativa entre as expetativas dos colaboradores e a realidade dos empregadores. Num contexto de pressões globais contínuas, o mundo do trabalho mantém-se turbulento, sendo necessário priorizar o diálogo aberto e a resolução colaborativa de problemas, diz a Michael Page.
Localizado na zona de Santos, tem quatro pisos (4.500 m2), salas de reunião, cafetaria, cacifos, copa, espaços para realizar fazer em privacidade e silêncio, estúdio de yoga e auditório com capacidade para 50 pessoas. A ocupação está a 80% após o 'soft launch' em 2023.
O teletrabalho afirma-se hoje como a nova realidade do modo de prestação laboral. Reconheço-lhe benefícios e desvantagens. Sobretudo, quando exercido em exclusivo.
O inquérito '2023 Gen Z and Millennial Survey', realizado a jovens de todo o mundo, conclui que a flexibilidade laboral e equilíbrio entre vida pessoal e o trabalho são as questões mais valorizadas pelos jovens destas gerações.