Na indústria, que cresceu em quase todos os distritos, destacaram-se as encomendas ligadas à Defesa e aos centros de dados, aponta esta publicação, que sai oito vezes por ano.
Os dados conhecidos esta terça-feira diminuem a probabilidade de um corte de juros nos EUA a abrir 2026, reduzindo o ânimo do mercado. Por outro lado, há cada vez mais sinais de um consumo assimétrico, em 'K', e os gastos em IA estão a sustentar a economia.
O Mundo está ao contrário. Só são respeitadas as nações financeiramente disciplinadas ou, como os EUA, militarmente poderosas. A Europa, infelizmente, está a perder uma e não tem a outra.
Semana importante economicamente, com vários dados macroeconómicos a serem conhecidos que poderão influenciar as mexidas nas taxas de juro do próximo ano.
Com três dissidentes, algo inédito desde 2019, a Fed optou por voltar a descer taxas, mas colocou alta a fasquia para mais cortes, dadas as ameaças ao emprego e à inflação a 2%. Revisão de projeções também espelha divisões internas.
As maiores descidas na bolsa portuguesa vão para a EDP Renováveis que cai 1,37% para os 11,53 euros, seguida pela EDP que desvaloriza 1,22% para os 3,73 euros, e a Ibersol que quebra 0,99% para os 10 euros.
O mercado dá como certa nova descida de 25 pontos em dezembro, a terceira seguida, mas é cada vez mais evidente a divergência de visões entre os governadores mais agressivos, os 'falcões', e os mais conservadores, as 'pombas'.
O mandato do atual presidente da Fed termina em maio do próximo ano mas a discussão já domina a atualidade nos EUA. Antigo conselheiro de Trump, responsável pela resposta à pandemia de Covid-19, é apontado como favorito.
Depois de uma semana “fraca devido às dúvidas sobre IA e arrefecimento de expetativas sobre a Fed”, segundo os analistas do Bankinter, esta semana terá as mesmas preocupações, o que fará com que o “mercado continue frio, favorecendo a esta semana uma espécie de fecho adiantado de 2025 depois dos generosos avanços acumulados”.
Não só o índice de preços no consumidor de outubro não será divulgado, como o índice de gastos pessoais de consumo, a medida de referência da Fed na avaliação da pressão nos preços, foi adiada indefinidamente.
A BA&N refere que a admissão do presidente da Fed de Nova Iorque, de existir espaço para uma nova baixa de juros, fez com que os investidores atribuam uma probabilidade superior a 60% a um corte de 25 pontos base na reunião de 10 de dezembro, "bem acima dos 27% registados quando foi divulgado que o relatório com os dados do emprego de outubro seria cancelado".
O mecanismo de liquidez instantânea da Reserva Federal aprovou esta sexta-feira um volume recorde de empréstimos a instituições bancárias norte-americanas em resposta a uma aparente escassez de saldos bancários no final do mês de outubro.
Ao contrário da Fed, a instituição liderada por Lagarde manteve os juros inalterados em outubro perante mais riscos descendentes do lado da inflação do que do crescimento na zona euro.
Trump está a ressuscitar o capitalismo de Estado nos EUA. Mais liquidez injetada e, com tarifas e défices orçamentais recorde, mais inflação, cedo ou tarde.
O mercado dava uma probabilidade de 99% de corte nas taxas de juro pela Fed em 0,25 pontos percentuais, esta quarta-feira, e uma probabilidade de 94% de existir um novo corte de 0,25 pontos percentuais, na última reunião do ano, prevista para dezembro.
Os analistas do Bankinter apontam que o conteúdo da mensagem de Powell “será mais provavelmente pró-mercado ao adotar essa reabordagem um pouco mais dovish/suave”.