Na indústria, que cresceu em quase todos os distritos, destacaram-se as encomendas ligadas à Defesa e aos centros de dados, aponta esta publicação, que sai oito vezes por ano.
A leitura ficou abaixo do projetado, mas o mercado até agradecerá as notícias, dado que inclinam menos a Reserva Federal para subir juros diretores no imediato.
Os mercados continuam presos entre as yields e a escalada do barril de petróleo. A cotação do barril de petróleo Brent para entrega em novembro terminou esta terça-feira no mercado de futuros de Londres em alta de 4,59%, para os 94,65 dólares, depois de se conhecer um novo ataque dos EUA ao Irão.
As bolsas europeias encerraram em alta, com o Euro Stoxx 50 a ganhar 0,95% (para 6.485,67 pontos) e o STOXX 600 a subir 0,51%, no dia em que o presidente da Fed discursou no Simpósio Anual de Jackson Hole e alertou que a inflação não está a desacelerar de forma significativa e afirmou que os formuladores de políticas precisam ter certeza de que está, caso contrário, o banco central terá "trabalho a fazer".
Depois das medidas do Tesouro para conter as yields da dívida, que bateu recentemente a barreira psicológica dos 40 biliões de dólares, Kevin Warsh terá de convencer os mercados que a luta contra a inflação é para ganhar, sobretudo depois da desilusão de julho.
Os mercados terminaram a semana em ligeira baixa, penalizados sobretudo pela Reserva Federal. No entanto, a reação dos investidores à reunião da Fed e ao discurso do seu presidente, Kevin Warsh, foi aparentemente contraditória.
"Vamos cumprir o objetivo estipulado de 2%", resumiu, lembrando que a credibilidade do banco central depende da sua capacidade de cumprir o seu mandato e objetivos. No entanto, e face a uma inflação de 3,5% na leitura mais recente, os juros não mexeram - contra a vontade de três dissidentes.
O barril de petróleo até voltou a passar os 100 dólares desde a última reunião, mas nem por isso a Reserva Federal mexeu nos juros. Este cenário era visto como o mais provável pelo mercado, embora nos últimos dias a possibilidade de uma subida tenha vindo a ganhar força.
A inflação recuou em junho, mas mantém-se excessiva em relação ao objetivo de 2%, enquanto o mercado laboral também dá sinais de alguma fraqueza, embora ainda sólido. Quase certo é que Warsh continuará a rejeitar abrir o jogo quanto ao futuro.
Ao celebrar os 250 anos da sua Independência, os Estados Unidos oferecem uma oportunidade para recordar que a sua influência no mundo foi muito mais profunda do que os acontecimentos recentes parecem sugerir.
"Quando a conheci [Lagarde] há 20 anos como ministra das Finanças, gostei dela; agora adoro-a", atirou o presidente da Fed depois da sua homóloga europeia ter recusado dar sinais quanto ao futuro dos juros. Ainda assim, a inflação é para combater em ambos os lados do Atlântico, convergem.
Na primeira declaração pública desde que se estreou nas reuniões da Fed, Kevin Warsh manteve a sua postura e repetiu: "não vou dar forward guidance, até porque nos reunimos daqui a quatro semanas". Quanto às task-forces, deve haver novidades para a semana.
As bolsas europeias e norte-americanas encaram esta terça-feira, 30 de junho, uma sessão marcada por um duplo catalisador de política monetária, no último dia do segundo trimestre de 2026. Na Europa, os mercados digerem os sinais da presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, proferidos na abertura do Fórum BCE em Sintra — que decorreu na segunda-feira —, enquanto aguardam dados macroeconómicos.
Painéis, debates, apresentações de papers e entrega de prémios: o primeiro dia em pleno do Fórum do BCE é já esta terça-feira e, apesar dos motivos de destaque na agenda, o mercado estará focado em encontrar sinais quanto à política monetária na zona euro, Reino Unido e EUA.
Enquanto a Fed influencia o ciclo financeiro global, o BCE opera num contexto de dependência externa e de fragmentação interna. A ausência de uma verdadeira união financeira e orçamental limita ainda mais a sua capacidade de resposta.