Na indústria, que cresceu em quase todos os distritos, destacaram-se as encomendas ligadas à Defesa e aos centros de dados, aponta esta publicação, que sai oito vezes por ano.
A escalada das tensões geopolíticas com o Irão está a ensombrar as perspetivas dos mercados. Michele Morganti, da Generali AM, alerta para o risco de estagflação e para o impacto nas decisões da Fed e do BCE.
A próxima semana oferece aos principais bancos centrais a oportunidade de responderem aos choques induzidos pelo conflito no Médio Oriente. Numa primeira análise, apenas a Zona Euro parece ter razões para esperar um aumento das taxas de juro. Mas a palavra de ordem é: cautela.
O estudo da Fed de Nova Iorque estima que 90% do impacto das tarifas está a ser imputado às empresas e consumidores norte-americanos e é este o principal motivo para a inflação acima do objetivo em 2025, contrariando declarações recentes de governadores leais a Trump.
Tal posição deve-se à convicção de que Kevin Warsh, sucessor de Jerome Powell à frente da Fed, possa ter uma "postura mais antecipatória" face às suas decisões de política monetária.
Trump apresenta Warsh como o homem capaz de libertar a economia, baixar juros e domar a inflação ao mesmo tempo, mas a política monetária raramente se deixa domesticar por slogans.
Warsh, de 55 anos, tem um passado no banco central como membro do Conselho de Governadores entre 2006 e 2011 (onde foi, à altura, o membro mais jovem na história da Fed) e em vários bancos de renome nos EUA, além de se ter formado em várias universidades de topo. Chega agora à liderança da Reserva Federal, que já acusou de falta de credibilidade.
Presidente da Fed deixou alguns reparos sobre a importância de preservar a independência dos bancos centrais, mas fugiu a mais questões sobre a polémica investigação que recaiu sobre si depois de deixar os juros inalterados no nível mais baixo desde 2022.
Reserva Federal reúne-se pela primeira vez este ano e, com o mercado a dar como certa uma reunião sem mexidas nos juros, o destaque recai sobre Jerome Powell e a pressão que Trump tem feito sobre o presidente do banco central.
O analista de mercado do MarketPulse, Zain Vawda, salientou que os movimentos expressivos, no dólar/iene, ocorreram devido a relatos de que a Reserva Federal de Nova Iorque "estava a monitorizar as taxas de câmbio dólar/iene, uma ação geralmente vista como um sinal de que os Estados Unidos e o Japão poderiam intervir conjuntamente para controlar o mercado".
Presidente da Fed mudou de postura, acusando Trump de o visar pela sua recusa em baixar taxas, e analistas e conselheiros da Casa Branca convergem: a perseguição a Powell será contraproducente.
Em maio, Trump vai tomar o último bastião de resistência, a Reserva Federal, com a mudança de presidente. Mas não é líquido que consiga a descida de juros que pretende.
A reação dos mercados às iniciativas de Donald Trump tem sido contida, o que sugere mais uma mudança na forma de interpretar os seus efeitos na economia do que simples desatenção dos investidores.
A taxa de inflação homóloga nos Estados Unidos da América manteve-se em 2,7% em dezembro, equivalente ao registado em novembro e em linha com o esperado pelos analistas, foi hoje divulgado.
A detenção do presidente venezuelano, Nicolas Maduro, por parte das forças norte-americanas pode levantar várias questões do ponto de vista do direito internacional, mas nos mercados já se antecipam cenários sobre o que podem os investidores ganhar com a mudança.
“Os investidores estão a passar para um modo defensivo antes da publicação do IPC e o início da apresentação dos resultados das empresas”, afirmam os analistas da XTB.
Os membros dos conselhos de administração dos 12 Bancos Regionais do Federal Reserve nos EUA reúnem-se regularmente com os decisores políticos da Fed, que afirmam que as opiniões dos conselhos sobre a economia ajudam a orientar as suas próprias perspetivas de fixação de taxas.
A Fed reúne-se a 28 de janeiro naquela que será a antepenúltima reunião de Jerome Powell como líder da Reserva Federal norte-americana. O FedWatch, do CME Group, atribui uma maior probabilidade a que as taxas de juro se mantenham inalteradas nas reuniões de janeiro [interrompendo ciclo de descidas iniciado em setembro de 2025] e março e que em abril exista uma descida.