Na indústria, que cresceu em quase todos os distritos, destacaram-se as encomendas ligadas à Defesa e aos centros de dados, aponta esta publicação, que sai oito vezes por ano.
Membros do painel da Fed “veem riscos ascendentes significativos na inflação, o que pode obrigar a mais apertos” das condições de financiamento, lê-se nas atas de julho.
O presidente da Fed diz receber com agrado as notícias quanto ao recuo da inflação em vários sectores e óticas, mas sublinha que o caminho está longe de percorrido. Novas subidas estão em cima da mesa para a reunião de setembro, embora o banco central não se comprometa com nenhuma decisão.
Especialistas consultados pela Bloomberg esperam que a Reserva Federal mantenha as taxas diretoras em alta. O tão esperado alívio não é já para esta sexta-feira.
Depois de largos meses como a boia de salvação da economia europeia, o sector dos serviços entrou em terreno de contração, levantando novamente as preocupações quanto a uma recessão este ano. Reino Unido fica em posição ainda mais frágil, enquanto EUA continuam em expansão, mas a mais lenta do último meio ano.
Alguns membros queriam manter inalteradas as taxas em julho, mas a decisão de subir 25 pontos prevaleceu, colocando os juros de referência no máximo desde 2001. A incerteza continua a ser grande e mercado imobiliário preocupa, mas os medos de uma recessão causada pelo sistema financeiro parecem ter desaparecido.
O indicador de preços americano até subiu, mas menos do que o esperado e sobretudo devido a efeitos base. Na China multiplicam-se os sinais de fraqueza de uma economia em deflação.
Sei da importância de tranquilizar os mercados financeiros e sistema financeiro, mas será que esta política cega de aumento de taxas de juro é a correta? Não estaremos a destruir a vida das pessoas?
Os dois índices de referência do petróleo têm sido suportados pelo anúncio dos cortes de fornecimento da aliança OPEP+ feito no início de julho, estando a caminho de um aumento semanal de 3,6%, segundo a "Reuters".
Os presidentes de ambos os bancos centrais transmitiram uma mensagem semelhante, de dependência dos dados e reforço do combate à inflação. Novas subidas são possíveis em ambas as economias, mas o mercado antecipa o fim do aperto monetário.
O Eurostat pôs o produto europeu na estagnação, e o tira-teimas será a 31 deste mês, quando a Irlanda terá a estimativa final. Ou seja, depende da Irlanda estarmos em recessão.
A decisão já era largamente esperada, depois de Jerome Powell, presidente da Fed, a ter sinalizado com bastante certeza na reunião anterior, em junho. Foco vira-se agora para pico da subida dos juros.
O foco estará na comunicação de Powell, que deverá ser novamente 'de falcão', sinalizando que a Fed tudo fará para trazer a inflação de volta aos 2% enquanto promove o pleno emprego. Analistas dividem-se quanto à necessidade de mais subidas após julho.
O organismo cita a melhoria da inflação e a maior resistência do sector terciário europeu e do consumo norte-americano como as principais razões para a revisão em alta. No entanto, os riscos são sobretudo negativos.
Ao longo dos próximos dias, os investidores vão conhecer mais resultados de empresas, entre os quais as contas de grandes empresas tecnológicas como a Microsoft e a Alphabet (dona da Google), que o farão na terça-feira, e a Meta, que se revelará ao mercado na quarta-feira.
Esta estratégia, segundo economistas e decisores de política monetária consultados pelo "Financial Times", permitirá reforçar o combate à inflação, ao mesmo tempo que abre espaço para uma nova onda de compra de ativos na próxima crise.
São dois encontros cruciais para duas das maiores economias mundiais. Analistas consideram certas as subidas em julho, mas os mercados/empresas/famílias vão estar muito atentos às palavras de Powell e Lagarde para tentar antecipar o que se segue.