Na indústria, que cresceu em quase todos os distritos, destacaram-se as encomendas ligadas à Defesa e aos centros de dados, aponta esta publicação, que sai oito vezes por ano.
Os investidores estão a tentar perceber como é que está a 'saúde' dos mercados, num dia em que os bancos Goldman Sachs e Morgan Stanley divulgaram os seus resultados.
Semana será marcada pelo Fórum de Davos e pelas primeiras reuniões do Eurogrupo e do Ecofin de 2024. Na quarta-feira, Portugal vai ao mercado pela primeira vez este ano, com três leilões das linhas de Bilhetes do Tesouro (BT). Em Wall Street, as atenções vão estar no Livro Bege da Fed e nos resultados dos bancos, com as contas do Morgan Stanley e da Goldman Sachs, na terça-feira.
As economias americana e europeia vão estar mais interdependentes que nunca, da economia à defesa, onde a NATO se torna cada vez mais imprescindível para os EUA e para nós, europeus.
Apesar de reconhecer que os juros devem estar no pico, os membros da Fed reforçaram a condicionalidade de cortes futuros à evolução da economia. Investidores ajustaram projeção, mas continuam a apontar a março para início da normalização.
O índice industrial Dow Jones sobe 0,26% para 37.526,39 pontos, seguido do S&P 500, que ganha 0,03% para 4.706,13 pontos, enquanto o tecnológico Nasdaq, por outro lado, cai 0,34% para 14.541,89 pontos.
A fraqueza mostrada pela economia europeia leva os mercados a apostarem em cortes de juros logo na primeira metade do ano, mas o BCE não se pode distanciar muito da Fed, arriscando mais problemas.
Aparentemente no princípio do fim, a inflação caiu nos EUA. Mas a dúvida é o que se vai seguir, com a política fiscal expansionista de défices orçamentais recorde.
No entanto, esta é uma expectativa que parece não encaixar com as mensagens dos dois bancos centrais, sobretudo na informação que tornaram pública após a última reunião a propósito da política monetária.
O Nasdaq encerrou a negociação a valorizar 0,54% para 15.074,57 pontos, seguido do Dow Jones, a ganhar 0,43% para 37.545,33 pontos, e do S&P 500, que subia 0,42% para 4.774,75 pontos aquando do fecho da sessão.
As apostas dos investidores de que o banco central proporcionará um corte nas taxas de pelo menos 25 pontos base em março de 2024 são de 86%, em comparação com cerca de 21% em novembro, de acordo com a ferramenta FedWatch do CME Group.
O índice PCE continua a abrandar em termos homólogos, tendo mesmo registado uma descida numa análise em cadeia, algo que não se verificava desde fevereiro do ano passado.
As principais oportunidades para 2024 são o possível recuo das tensões geopolíticas na Ucrânia e no Médio oriente; e uma desinflação “milagrosa” que permitiria os bancos centrais baixar aceleradamente as taxas de juro.
O tecnológico Nasdaq fechou a sessão desta segunda-feira a valorizar 0,61% para 14,904.81 pontos, seguido do S&P 500, que ganhava 0,45% para 4,740.56 pontos aquando do encerramento a negociação. O Dow Jones, que negociou no 'verde' durante o dia, terminou na 'linha d'água'.
O S&P 500 lidera entre os pares, valorizando 0,29% para 4,732.93 pontos, seguido do Nasdaq e do Dow Jones, que avançam, respetivamente, 0,20% para 14,843.56 pontos e 0,19% para 37,375.46 pontos.
O sinal dado pelo presidente da Fed não foi propriamente o esperado, dado que o mercado apostava num reforço do compromisso na luta contra a pressão nos preços. Para janeiro, o mercado atribui 10% de probabilidade de um corte, quando há uma semana dava 2%.
Fed sinalizou que se prepara para cortar nos juros em 2024, mas o BCE insiste no discurso de manutenção de taxas elevadas durante mais tempo. Apesar do recuo da inflação, BCE continua cauteloso.
Afinal, a economia americana terá um 'soft landing' e a questão que se coloca agora é quando vão as taxas começar a descer, como está a ser sinalizado nos 'bond yields'.