O Convento da Estrela, o antigo Hospital Miguel Bombarda e o Palácio Baldaya, em Lisboa, e o edifício da Defesa Nacional, no Porto, são apenas alguns dos imóveis devolutos que se encontram na lista do Estado.
O Estado precisa de bons gestores e de largar sectores não estratégicos se quer recuperar a economia, mas o talento pode ser um entrave, diz ao JE o presidente da FAE, Paulo Carmona.
O debate que importa ter é sobre o modelo que queremos para a nossa sociedade onde a habitação tem um papel central. E aqui, a medida verdadeiramente estruturante é aumentar o parque habitacional público a médio e longo prazo.
O documento que se encontra em debate público “dispara” para todos os lados e insinua que, pela intervenção do Estado, se poderão articular interesses muito diversos, dando assim a ideia de poder, de alguma forma, regular o mercado da habitação.
O Estado que prima pelo atraso em todas as relações com os cidadãos e empresas, propõe-se intervir atempadamente numa relação entre privados. Pretende-se promover a actividade de senhorio e ameaça-se com expropriação.
Sem as necessárias compensações financeiras e fiscais, as nossas IPSS irão continuar a viver na asfixia. Com prejuízo para elas e, seguramente, para toda a sociedade portuguesa.
Portugal não pode continuar a abdicar de um dos seus principais activos, o património imobiliário. A sua relevância nacional vai para além do respeito pela propriedade privada absentista.
Que tem faltado uma visão estratégica de suporte na qual estejam enunciados desígnios claros e uma articulação e coordenação entre os interesses públicos e privados, penso que estaremos de acordo.
Importa dar confiança aos cidadãos para rendibilizarem, de uma forma socialmente valiosa, a sua propriedade. Importa estimular comportamentos pela positiva.
Proibir o proprietário de fazer o seu negócio é o primeiro passo para agudizar toda a situação. A escassez sempre se resolveu com mais e melhor oferta.
A humildade não faz parte da natureza de possidentes, novos-ricos e pseudo-estadistas portugueses. Como escreveu Eduardo Lourenço sobre os portugueses, é tudo aparência.
O governante, antigo presidente do PS Madeira e da Câmara do Funchal, diz que "não tem conhecimento de qualquer facto que possa indiciá-lo da prática de qualquer ilícito criminal". O Jornal Económico explica-lhe.
Todos os leitores sabem que o centro racional e moderado se tem esboroado por todo o mundo e, com essa queda, se têm imposto as forças extremistas, de esquerda e de direita, e um populismo que se alimenta de escândalos e notícias sobre corrupção.