STPT saúda rejeição parlamentar das alterações à lei laboral propostas pelo Governo

O Sindicato dos trabalhadores do grupo Altice em Portugal congratulou-se hoje com a rejeição, no Parlamento, das propostas do Governo de alteração à legislação laboral, considerando que a decisão representa "uma defesa dos direitos dos trabalhadores, da negociação coletiva e da democracia participativa".

STPT saúda rejeição parlamentar das alterações à lei laboral propostas pelo Governo
leitor_65b2e9d98ecbf_Altice_-AEDL_-Ascendi_-Greenvolt_-TAP_-Luz-Saude-e-Novobanco-animam-2024.png

O STPT – Sindicato dos trabalhadores do grupo Altice em Portugal congratulou-se esta segunda-feira com a rejeição, no Parlamento, das propostas do Governo de alteração à legislação laboral, considerando que a decisão representa “uma defesa dos direitos dos trabalhadores, da negociação coletiva e da democracia participativa”.

Em comunicado, o sindicato sustenta que as alterações pretendidas pelo executivo foram avançadas “contra a vontade expressa dos trabalhadores e dos seus sindicatos”, classificando a iniciativa como um desrespeito pelos princípios do diálogo social e da negociação.

Segundo o STPT, as mudanças propostas incidiam sobre matérias como salários, horários de trabalho, estabilidade no emprego e direitos coletivos, afetando diretamente os trabalhadores sem que existisse, afirma, o respetivo apoio social. O sindicato considera que o argumento da competitividade não justifica uma redução de direitos laborais, defendendo que os problemas estruturais da economia portuguesa não se resolvem através do enfraquecimento da proteção dos trabalhadores.

A estrutura sindical rejeita igualmente a ideia de que as medidas seriam indispensáveis para aumentar a produtividade, argumentando que países com elevados níveis de proteção laboral mantêm também elevados índices de produtividade, inovação e desenvolvimento económico.

O STPT considera ainda que a ausência de consenso parlamentar e de apoio sindical demonstra que “não existe legitimidade política nem social” para uma reforma desta natureza, defendendo que a legislação laboral deve resultar do debate público, da negociação e da procura de soluções equilibradas entre as partes.

No comunicado, o sindicato sublinha que os principais direitos laborais foram conquistados pela ação dos trabalhadores e afirma que qualquer tentativa de os enfraquecer encontrará oposição. Acrescenta que “defender os direitos laborais não é defender privilégios”, mas sim a dignidade do trabalho, a justiça social e uma economia que valorize os trabalhadores.

Apesar das críticas às propostas rejeitadas, o STPT defende que a legislação laboral deve ser atualizada para responder à evolução tecnológica, considerando necessária a criação de normas que conciliem a proteção dos trabalhadores com o aumento da produtividade e da sustentabilidade económica das empresas.

Relacionado

Patrões não desistem da reforma laboral. CIP vai propor novo calendário de negociações

Patrões não desistem da reforma laboral. CIP vai propor novo calendário de negociações

"Grande desapontamento" e "oportunidade perdida para o país". Foram estas reações das confederações patronais ao chumbo no Parlamento do pacote laboral. A CIP promete voltar a insistir em mudanças na lei ainda antes do verão, na próxima reunião da Concertação Social. UGT já rejeitou a ideia.