Madeira: Iniciativa Liberal confirma abstenção no Programa de Governo

O deputado da Iniciativa Liberal (IL), Nuno Morna, afirmou que a abstenção deve ser entendida como um "claro não", tendo em conta que o presidente do Governo Regional da Madeira, Miguel Albuquerque, "não é merecedor da confiança" da IL.

Madeira: Iniciativa Liberal confirma abstenção no Programa de Governo
Nuno Morna (1)

O deputado da Iniciativa Liberal (IL), Nuno Morna, confirmou que a força partidária vai abster-se na votação do Programa de Governo, mas afirmou que a abstenção deve ser entendida como um “claro não”, tendo em conta que o presidente do Governo Regional da Madeira, Miguel Albuquerque, “não é merecedor da confiança” da IL.

Nuno Morna, apesar de ter referido que a IL se vai abster no Programa de Governo, revela que o mesmo “está longe de ser um programa que assinamos por baixo”.

O deputado da Iniciativa Liberal considerou que o programa “mantém tudo dentro de generalidades”, sendo também “centralizador” e de “controlo estatal”.

Nuno Morna acusou também Albuquerque de confundir “imunidade com impunidade”.

O presidente do executivo madeirense retirou o Programa de Governo original, a 19 de junho, da votação que estava prevista acontecer a 20 de junho no parlamento.

O Governo iniciou negociações com os partidos para apresentação de um novo Programa de Governo, que foi entregue na terça-feira, de modo a que fosse viabilizado pelo executivo. O Governo reuniu-se com PSD, CDS-PP, Iniciativa Liberal, Chega e PAN. O PS e o Juntos pelo Povo (JPP) rejeitaram negociar com o executivo.

Relacionado

Aguiar-Branco convoca conferência de líderes para 5.ª feira para decidir data da moção de censura do Chega

Aguiar-Branco convoca conferência de líderes para 5.ª feira para decidir data da moção de censura do Chega

“Quero avaliar com os líderes parlamentares a definição da data a partir da qual se devem contar os três dias para efeitos de levar à discussão na Assembleia da República”, afirmou José Pedro Aguiar-Branco, em declarações aos jornalistas nos Açores, uma vez que a moção de censura deu entrada “num período de interrupção dos trabalhos parlamentares”