“Quero avaliar com os líderes parlamentares a definição da data a partir da qual se devem contar os três dias para efeitos de levar à discussão na Assembleia da República”, afirmou José Pedro Aguiar-Branco, em declarações aos jornalistas nos Açores, uma vez que a moção de censura deu entrada “num período de interrupção dos trabalhos parlamentares”
“Assistimos a mais um episódio de folclore. É certo que Luís Neves tem várias explicações para dar, que o primeiro-ministro tem que se pronunciar, mas também é certo que Luís Neves virá ao parlamento dia 08”, sustentou Isabel Mendes Lopes, em declarações aos jornalistas na Assembleia da República.
O instrumento de fiscalização deu entrada no Parlamento esta quarta-feira, 2 de setembro, "com o objetivo claro de censurar o primeiro-ministro e o Governo pela manutenção" do antigo diretor da Polícia Judiciária (PJ) no cargo.
"Se este padrão ético deixar de existir, se nós não tivermos a resolução desta situação, nós juntar-nos-emos ao apelo que o Presidente da República fez e apresentaremos uma moção de censura na terça-feira, dia 1, no Parlamento", disse Ventura.
O partido liderado por André Ventura pretende "avaliar intervenção de Luís Neves enquanto diretor da Polícia Judiciária". Pedido de Comissão Parlamentar de Inquérito deu entrada esta quarta-feira.
Esta posição foi assumida pelo líder parlamentar socialista, Eurico Brilhante Dias, em conferência de imprensa, após ser confrontado com a intenção do Chega de avançar com uma comissão parlamentar de inquérito sobre os mandatos do atual ministro da Administração Interna enquanto diretor nacional da Polícia Judiciária (PJ).
André Ventura vincou que esta não é uma comissão parlamentar de inquérito à Polícia Judiciária mas sim ao mandato de Luís Neves como responsável máximo da PJ.
O líder do Chega adverte em carta o primeiro-ministro, dizendo que a permanência em funções do ministro da Administração Interna "afeta muito negativamente a imagem do Governo e arrastá-lo-á irremediavelmente para a cumplicidade criminosa, pressão sobre as instituições de investigação criminal e perda de autoridade institucional”.
"Mais do que demissão ou saída queremos é que resolva os problemas", disse André Ventura ao ministro da Educação, Fernando Alexandre, durante um debate de urgência, convocado pelo PCP, sobre os exames nacionais.
Queixa da IL surgiu na sequência da divulgação nas redes sociais de um vídeo protagonizado por André Ventura, gravado no interior das instalações da Assembleia da República.
O Chega apresentou esta quarta-feira um projeto de resolução no Parlamento em que recomenda ao Governo que promova a mobilização da comunidade internacional em defesa da liberdade de navegação no Estreito de Ormuz, defendendo uma posição firme de Portugal contra qualquer tentativa do Irão de impor restrições ou portagens à passagem de navios comerciais naquela rota estratégica.
“Os portugueses podem não acompanhar todas as manobras políticas da AD e o Chega e nem perceber o namoro que umas vezes é feito com beijos, outras vezes é feito com amuos”, acusou José Luís Carneiro, numa intervenção no arranque da reunião da Comissão Nacional do PS, que decorre em Lisboa.
Francisco Gomes e Ana Martins, eleitos do Chega pelos Açores e Madeira, respetivamente, discursavam hoje na sessão plenária comemorativa dos 50 anos da autonomia das Regiões Autónomas.
Nem Reforma Laboral nem consenso político à direita e à esquerda, com a rejeição do pacote a afastar o Chega como parceiro preferencial do Governo. O mesmo aconteceu com a Prestação Social Única.
Às vezes há situações que, tendo pouco em comum em termos de materialidade, se assemelham em termos de processo. Caso da negociação do acordo de cessar-fogo entre os EUA e o Irão e a discussão do pacote laboral.
Tal como o Chega, a IL considera que a privatização da RTP pode ser o caminho: "Impõe-se reavaliar se faz sentido que o Estado continue a ser proprietário, financiador e gestor direto de um grupo de comunicação social".