Chega avança com moção de censura ao Governo

O instrumento de fiscalização deu entrada no Parlamento esta quarta-feira, 2 de setembro, "com o objetivo claro de censurar o primeiro-ministro e o Governo pela manutenção" do antigo diretor da Polícia Judiciária (PJ) no cargo.

Chega avança com moção de censura ao Governo
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André Ventura confirmou que o Chega vai avançar com uma moção de censura ao Executivo de Luís Montenegro devido à continuidade de Luís Neves como ministro da Administração Interna.

O instrumento de fiscalização deu entrada no Parlamento esta quarta-feira, 2 de setembro, “com o objetivo claro de censurar o primeiro-ministro e o Governo pela manutenção” do antigo diretor da Polícia Judiciária (PJ) no cargo.

Segundo o líder e deputado do Chega, a decisão foi adiada ontem de forma a “esperar pelos esclarecimentos” de Luís Neves. “Não só não deu nenhuma explicação sobre os casos…”.

André Ventura insistiu que “as suspeitas são evidentes; focam na gestão do ministro e não na sua vida privada, mas essencialmente na sua gestão pública”.

“Se Luís Neves continuar como ministro, sabemos que a autoridade do primeiro-ministro, não para prejuízo do PSD mas de todos, está irremediavelmente colocada em causa”, afirmou Ventura durante uma conferência esta tarde, na sede do Chega, em Lisboa.

O presidente do partido afirmou que entendeu, “desde o primeiro momento, que esta não é uma decisão que o Chega devesse tomar sozinho”, aludindo às duas ocasiões em que falou com o Presidente da República: a primeira, “numa reunião pessoal”, e a segunda ontem, terça-feira, numa chamada de telefónica sobre as preocupações do partido em torno do assunto.

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“Quero avaliar com os líderes parlamentares a definição da data a partir da qual se devem contar os três dias para efeitos de levar à discussão na Assembleia da República”, afirmou José Pedro Aguiar-Branco, em declarações aos jornalistas nos Açores, uma vez que a moção de censura deu entrada “num período de interrupção dos trabalhos parlamentares”