“Quero avaliar com os líderes parlamentares a definição da data a partir da qual se devem contar os três dias para efeitos de levar à discussão na Assembleia da República”, afirmou José Pedro Aguiar-Branco, em declarações aos jornalistas nos Açores, uma vez que a moção de censura deu entrada “num período de interrupção dos trabalhos parlamentares”
“Assistimos a mais um episódio de folclore. É certo que Luís Neves tem várias explicações para dar, que o primeiro-ministro tem que se pronunciar, mas também é certo que Luís Neves virá ao parlamento dia 08”, sustentou Isabel Mendes Lopes, em declarações aos jornalistas na Assembleia da República.
O instrumento de fiscalização deu entrada no Parlamento esta quarta-feira, 2 de setembro, "com o objetivo claro de censurar o primeiro-ministro e o Governo pela manutenção" do antigo diretor da Polícia Judiciária (PJ) no cargo.
O Chega admite avançar já na próxima semana com uma moção de censura ao Governo, aumentando a pressão sobre o executivo. Apesar da iniciativa, a aprovação do texto é, para já, considerada pouco provável, com o PS a afastar o cenário, a Iniciativa Liberal a defender estabilidade política e o PCP a não excluir o recurso aos instrumentos parlamentares disponíveis.
"Se este padrão ético deixar de existir, se nós não tivermos a resolução desta situação, nós juntar-nos-emos ao apelo que o Presidente da República fez e apresentaremos uma moção de censura na terça-feira, dia 1, no Parlamento", disse Ventura.
Partido liderado por Patrice Trovoada, que foi demitido pelo Presidente da República em janeiro de 2025, leva ao Parlamento a decisão da continuidade do Governo.
A presidente da Comissão Europeia, alvo de um processo de censura que pode acabar em ‘impeachment’, diz que o processo não tem razão de ser. Quinta-feira há a votação final do processo, motivado pelo ‘Pfizergate’.
André Ventura aproveitou um pedido de esclarecimento ao PCP para se dirigir em primeiro lugar ao líder do executivo e acusou Luís Montenegro de se ter “escondido” na residência oficial e de não aplicar a si mesmo o escrutínio que queria para a oposição.
Luís Montenegro abre caminho a eleições antecipadas ao avançar com uma moção de confiança ao Governo que, já se sabe, será chumbada. Resta saber o que fará o Presidente da República? Nomeará um novo primeiro-ministro? Ou, como tem sido sua prática, dissolve o Parlamento e convoca eleições?
Líder parlamentar dos comunistas recusa precipitação e acusa o PS de viabilizar e permitir ação do Governo da AD. "Vai fazendo críticas mas nunca tira consequências dessas intervenções", sublinhou.
Para o eurodeputado socialista, “qualquer meio-termo significará a opção pelo pântano fétido e pela crise política permanente”. “A estabilidade seria uma falsa estabilidade obtida à custa da dignidade das instituições”, sustenta.
O Presidente da República referia-se à moção de censura apresentada pelo Chega, intitulada “Pelo fim de um Governo sem integridade, liderado por um primeiro-ministro sob suspeita grave”, com origem na situação da empresa da qual Luís Montenegro foi sócio até junho de 2022 e que agora pertence à mulher e aos filhos de ambos, e que foi chumbada na sexta-feira.
O Chega levou na sexta-feira à Assembleia da República uma moção de censura ao Governo PSD/CDS-PP que foi chumbada, com a abstenção do PCP e o voto favorável apenas do partido proponente.
Os partidos PSD, CDS-PP, PS, IL, BE, Livre e PAN manifestaram-se contra a moção, enquanto o deputado independente Miguel Arruda, ex-membro do Chega, também votou a favor, tal como o seu anterior partido. Já o PCP absteve-se.
Na reta final do debate da moção de censura ao Governo, Alexandra Leitão fez “três perguntas concretas, juridicamente fundamentadas” sobre três questões que acusou o chefe do executivo, Luís Montenegro, de não ter respondido no parlamento ao longo da tarde.
O deputado Chega Rui Afonso, num pedido de esclarecimento ao Governo no debate da moção de censura apresentada pelo seu partido, desafiou o Governo a apresentar uma moção de confiança ao parlamento, depois de Pedro Nuno Santos ter dito que chumbaria uma eventual moção nesse sentido - um apelo a que Montenegro não respondeu, optando por criticar os deputados do Chega que já pertenceram ao PSD e fizeram juntaram-se nas críticas ao Governo no mesmo debate.
“Prestei todos os esclarecimentos, sinceramente, que é possível prestar e acho que fui muito mais além do que é exigível. Eu expus a minha vida pessoa, profissional e até familiar de uma forma que nunca vi ninguém fazer”, afirmou o chefe do executivo, no debate sobre a moção de censura ao Governo PSD/CDS-PP apresentada pelo Chega, depois de ter detalhado no início do debate o histórico e as atividades da sua empresa familiar.