A leitura mais equilibrada é esta: Portugal não deixou de ser atrativo, mas tornou-se mais difícil transformar esse interesse em investimento efetivamente concretizado.
O Governo anunciou 1.851.636.907 euros para construir, adquirir e reabilitar doze mil casas a custos acessíveis até 2030. É um número exato, decidido em Conselho de Ministros, publicado em Resolução e com calendário anual definido. Parece um número fechado. Mas não é.
Humanizar o atendimento não significa abdicar de processos. Significa construir sistemas que garantam consistência, mas que deixem também espaço para que as pessoas decidam.
Há um diálogo constante entre economia e política, incluindo na definição dos respectivos limites, e isso foi, quase sempre, positivo para as sociedades e para o seu desenvolvimento.
A lei de 2012 era totalmente desequilibrada, criou um problema muito maior do que aquele que existia e, em 2018, nem a própria Assunção Cristas tem coragem de a defender.
Afinal em quem deve confiar? Na publicidade ou num assistente inteligente que processou milhares de dados antes de sugerir as melhores opções para o seu próximo destino?
Fomos os que mais aumentámos os impostos e a dívida. O rendimento disponível é hoje menor que há 12 anos e o novo trabalho é de rendimentos muito baixos.
A mera circunstância de se utilizar na quantificação da despesa fiscal o critério da receita cessante, infeta irremediavelmente a transparência dos resultados pelo seu caráter deturpador.
Enquanto as universidades de topo querem os melhores alunos de todo o mundo e seguem um método de escrutínio holístico, as nacionais mantêm uma avaliação segundo critérios limitados.
Até quando ficarão os governos indiferentes a este tipo de dinheiro que não paga impostos e que se traduz num ótimo chamariz para o branqueamento de capitais?
Para infelicidade de Centeno e, acima de tudo, de todos nós, a UTAO veio explicar que o país, em vez de estar "do lado seguro da estrada", está a ser guiado em contramão.
Cabe ao Estado e não aos privados lançar mão de instrumentos fiscais que permitam uma convivência fecunda entre estas duas realidades, não atirando para cima dos proprietários esse ónus.
Portugal é um dos países europeus em que a participação dos rendimentos do trabalho no rendimento do país, face ao do capital, é das mais baixas da Europa.
A internacionalização das empresas requer pessoas com um conhecimento aprofundado de várias culturas, costumes e visões de mundo. Requer experiência, “aprender fazendo”.
Faz falta a Lisboa um grande museu sobre a expansão marítima e todas as suas consequências. E também faz falta um museu que descolonize definitivamente os museus, que devem ser lugares de conhecimento e não lugares ao serviço de narrativas encomiásticas.
O verdadeiro combate que a sociedade tem que fazer é contra os DDT, e não pode confiar apenas na representatividade democrática. Tem que exigir transparência e empoderar o sistema judicial para servir de travão à captura dos políticos pelos DDT.
É fundamental que as empresas expliquem por que razão os valores da iniciativa e propriedade privada nas democracias liberais são úteis e necessários ao progresso dos cidadãos e das suas famílias.