Maria da Graça Carvalho defendeu que a entrada do Estado no capital da empresa faz sentido por razões de “segurança do abastecimento, segurança do Estado” e pela necessidade de assegurar uma política energética baseada em energia “acessível, limpa e segura”.
No briefing do Conselho de Ministros, o ministro da Presidência, António Leitão Amaro, explicou que a aquisição de participações relevantes em empresas cotadas é normalmente feita através de negociações bilaterais, com base numa média histórica da cotação e um prémio associado à influência que a participação confere.
Compra de participação pela Parpública avalia a empresa em 2,76 mil milhões de euros. O lucro da REN subiu 42,2%, para 93,4 milhões, e estima-se que feche o ano com um resultado líquido de 167 milhões de euros. O PER é de 16,4x, melhor do que a maioria das congéneres europeias cotadas.
A operação foi liderada Ricardo Andrade Amaro, sócio responsável pela área de corporate do escritório português, com Pedro Capitão Barbosa e Maria João Bernardes a completarem a equipa.
A Parpública beneficiou de um aumento de capital de 42,77 milhões de euros, registado no mesmo dia em que foi anunciada a operação que permite a reentrada do Estado no operador das redes de transporte de energia.
Se a REN for um caso isolado, teremos de perguntar se o Governo está seguro de que uma participação de 13,4% lhe dá efectivamente a possibilidade de intervir na política de investimentos e formação de preços da energia.
Para a IL "o efeito mais problemático desta decisão é o anúncio de que esta decisão resulta de uma estratégia do Governo para reduzir o preço da energia, algo não justificado pela mera entrada do Estado no capital social da empresa de infraestrutura elétrica, e que pode resultar no sacrifício de dinheiro dos contribuintes de forma irrefletida".
A participação de 13,7% na REN - Redes Energéticas Nacionais que a Parpública está a comprar aos espanhóis da Pontegadea Inversiones tem um valor de 324,7 milhões de euros.
O primeiro-ministro e líder do PSD anunciou também que o “passe verde” para transportes, por 20 euros, vai estar disponível nas áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto a partir do início de setembro.
O consumo de eletricidade registou novos máximos na semana passada, em meses de verão, na sequência da onda de calor que se tem feito sentir em Portugal, de acordo com dados divulgados pela REN.
O consumo de eletricidade em Portugal atingiu os 27.200 gigawatts hora (GWh) no primeiro semestre, um valor 3,5% acima do período homólogo, o "mais elevado de sempre" registado no sistema nacional, de acordo com dados da REN.
A perspetiva estável reflete a expectativa de que os rácios de crédito da REN se mantenham confortavelmente acima dos mínimos exigidos para o rating Baa1, nomeadamente FFO/Dívida Líquida igual ou superior a 13% e dívida líquida/ativos fixos não superior a 70%. A Moody’s indica que poderia subir o rating caso os resultados e o perfil de alavancagem melhorem de forma sustentada (FFO/Dívida Líquida acima de 16% e dívida líquida/ativos fixos abaixo de 60%).
A lista integra 10 empresas portuguesas, tendo sido avaliadas 600 organizações a nível Europeu, numa análise em parceria com a plataforma alemã Statista.
A Lazard Asset Management LLC deixou de deter uma participação qualificada indireta na REN. Desde o dia 9 de abril que a sociedade franco-americana só tem 4,937% da REN (abaixo dos 5% que configura uma participação qualificada).
João Conceição defende, na conferência "Transição Energética", organizada pelo JE, que apesar do evento ter sido causado no território espanhol, Portugal aprendeu várias lições, dando como exemplo a necessidade de investir na capacidade de abastecimento energético. "Fomos sempre dizendo que a rede se está a complexificar. Temos a obrigação de minimizar o risco de apagões como o de 28 abril de 2025", afirma.