Keir Starmer é o primeiro primeiro-ministro trabalhista da era pós-Brexit e foi ele quem conseguiu fazer surgir um novo entendimento económico (mas não só) entre o país que dirige, o Reino Unido, e a União Europeia.
Os dados divulgados na sexta-feira sinalizaram um impulso positivo inesperado na economia do país, com as vendas no retalho a aumentar 1,2% em abril, superando as expectativas, e o índice de confiança do consumidor da GfK a mostrar uma evolução.
A cimeira Reino Unidio-UE teve objetivos modestos, mas o seu significado é profundo: há uma mudança de tom, uma vontade política de afastar o ruído tóxico do referendo de 2016 e abrir caminho para uma nova geração de relação.
Pela primeira vez desde o Brexit, os dois blocos europeus debatem o espaço comum, finalmente percebendo que o Canal da Mancha é demasiado estreito para servir de barreira aos entendimentos necessários. O acordo já está nas mãos dos governos dos 27.
Parceria, foi formalizada, ontem, em Lisboa, e abre a porta não só a apoio financeiro através de uma bolsa de estudo, mas também á rede global de antigos alunos que beneficiaram do programa Chevening.
"Esperamos ter uma tarifa base de 10% em vigor num futuro próximo. Mas não compre o argumento tolo de que serão os consumidores norte-americanos a pagar [essa tarifa]", disse o secretário do Comércio dos Estados Unidos, Howard Lutnick, no passado fim-de-semana, no programa da CNN, State of the Union.
Acordo entre os dois países não elimina taxa universal, baixa tarifa auto para 10% (até 100 mil veículos) e acaba com os 25% para o aço, mas não irá impactar a economia de forma relevante.
Esta semana, a Fed reuniu-se para mais uma decisão sobre a política monetária e anunciou a manutenção de juros elevados, tendo em conta a incerteza quanto aos efeitos na inflação das taxas sobre bens importados.
"A nossa mensagem é que somos amigos e parceiros dos dois países. Estamos prontos a apoiá-los", disse o ministro britânico da Economia, Jonathan Reynolds, à estação pública BBC.
Farage antecipa, com a imodéstia de sempre, uma tomada da direita britânica por uma versão raivosa e simplificada do thatcherismo, sem ideias, mas com slogans.
No espaço de um mês entre o Liberation Day de 2 de abril e o dia de hoje a maioria dos principais índices europeus e norte-americanos ainda estão no vermelho. Contudo as bolsas da Alemanha, Espanha e o Nasdaq já voltaram ao verde. Mas se levarmos em consideração o início do ano os mercados norte-americanos estão ainda com perdas ao contrário dos principais índices europeus.
"Confirmo que houve uma conversa entre o Presidente [Emmanuel Macron], Donald Trump, Volodymyr Zelensky e Keir Starmer, e que esta foi positiva", indicou um assessor do Palácio do Eliseu (presidência francesa).
O novo paradigma de segurança da Europa tem tudo a ganhar com o apoio da Turquia, diz Ancara. Bruxelas está cético, mas Londres está em rota de aproximação ao antigo império otomano.
O responsável da NATO destacou que “outros aliados”, nomeadamente através de iniciativas lideradas por França e Reino Unido, “estão prontos, dispostos e aptos a assumir mais responsabilidades para ajudar a garantir a paz quando chegar esse momento”.
Além de continuar como o principal mercado emissor, o Reino Unido também registou a maior permanência, com uma estadia média de 5,8 noites, de acordo com o INE.
Numa reunião esta manhã com líderes empresariais na residência e gabinete social em Downing Street, em Londres, Starmer admitiu que as tarifas terão "claramente um impacto económico, tanto a nível nacional como mundial".
Passa a ser necessário solicitar uma permissão digital que autoriza um viajante a deslocar-se para o Reino Unido, mas não se trata de um visto e não garante a entrada no país, apenas permite o embarque com destino ao Reino Unido.