Drones portugueses vão até à Escócia para ficarem mais fortes

Portugueses vão beber de tecnologia escocesa inovadora que permite a drones transportarem mais de 200 quilos durante mais de 500 quilómetros.

Drones portugueses vão até à Escócia para ficarem mais fortes
AR6 SWINDON EDITED-13

“Podem tirar as nossas vidas, mas nunca vão tirar a nossa liberdade”. A frase é do guerreiro independentista escocês William Wallace no filme ‘Braveheart’ de Mel Gibson.

Mais de 800 anos depois, a Escócia já está em paz com a Inglaterra, mas a empresa portuguesa Tekever vai recorrer à sabedoria escocesa na luta pela liberdade para tornar os seus drones mais fortes, isto é, capazes de transportar mais carga durante mais tempo, para melhor operar nos seus diferentes teatros em todo o mundo.

A empresa portuguesa comprou a Flowcopter, empresa de engenharia de Edimburgo que desenvolveu uma “tecnologia inovadora de transmissão hidráulica para propulsão aeroespacial, que permite que os sistemas aéreos não tripulados (UAS) transportem cargas úteis mais pesadas por distâncias maiores do que as plataformas convencionais”.

Para que serve esta tecnologia? Para que os drones tenham mais capacidade em diversas aplicações como logística avançada, evacuação de vítimas, operações offshore, SAR (busca e salvamento) e socorro em caso de catástrofes, “ao mesmo tempo que apoia conceitos avançados como a colaboração entre aeronaves tripuladas e não tripuladas”, segundo a empresa.

As duas empresas já tinham colaborado para desenvolver os sistemas AR6 da Tekever, com capacidade para transportar pelos menos 200kg por mais de 500km, com a ajuda da inovadora tecnologia de transmissão hidráulica dos escoceses.

“A Flowcopter construiu uma reputação excecional em inovação de engenharia e desenvolveu tecnologia verdadeiramente diferenciada que responde a alguns dos desafios mais exigentes da aviação não tripulada”, disse Ricardo Mendes, presidente da Tekever.

“Tendo já trabalhado em estreita colaboração no programa AR6, pudemos constatar em primeira mão o valor da sua experiência e o potencial transformador do seu sistema de transmissão hidráulica. Esta aquisição reúne duas organizações altamente complementares, unidas por uma visão comum de ultrapassar os limites do que os sistemas autónomos podem alcançar”, afirmou o gestor.

A companhia lusa está a investir 400 milhões de libras no Reino Unido, empregando mais de 300 trabalhadores em todo o país, com escritórios, fábricas e instalações de ensaio em Londres, Bristol, Southampton, West Wales, Lydd e Swindon.

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