Não me parece que o cenário de eleições antecipadas tenha qualquer espécie de viabilidade, e a prioridade deve ser dada à estabilidade política por pelo menos mais um ano.
A imigração pode – ainda não o é – tornar-se um problema. Se a ideia do PSD é tão-só ocupar as poças lamacentas do Chega, então é um fraco propósito que não levará a nada.
"Maquiavel para Principiantes", o podcast semanal do JE da autoria do especialista em comunicação e cronista do "Jornal Económico", Rui Calafate, pode ser ouvido em plataformas multimédia como Apple Podcasts e Spotify.
Para vários partidos a proposta do PSD prejudicaria a representatividade na Assembleia da Madeira. Para além do PSD entregaram propostas de revisão o PS, JPP, e Iniciativa Liberal.
“As pessoas estão fartas de intrigas, truques e malabarismo. A nossa política é ouvir, refletir, pensar e depois decidir", apontou o presidente do PSD e atual primeiro-ministro, Luís Montenegro.
"Estes seis meses foram marcados por um conluio entre o Chega e o PS. Ainda ontem [na sexta-feira] voltaram a aprovar juntos medidas com impacto orçamental", sustentou o líder parlamentar do PSD.
O PSD realiza o seu 42º congresso, em Braga, focado no próximo ciclo político, com autárquicas e presidenciais no horizonte, depois de o secretário-geral do PS ter proposto a abstenção do partido para viabilizar a aprovação do OE2025.
Nas galerias da Assembleia da República, a convite da Iniciativa Liberal, estava o opositor venezuelano Antonio Ledezma e outros membros da campanha de Edmundo González e representantes da comunidade venezuelana em Portugal, que foram aplaudidos de pé pelas bancadas da direita.
"Conseguimos continuar a promover a valorização das pensões ao mesmo tempo não esquecendo as empresas que durante uma década foram esquecidas pelo anterior Governo com a redução de um ponto percentual no IRC", sublinhou Hugo Carneiro.
“O Partido Socialista não deixará de apresentar propostas, mas fará sempre essa apresentação com a preocupação de garantir a estabilidade orçamental e a não deturpação do orçamento durante o processo da especialidade”, afirmou o líder socialista.
O PS referiu que nas campanhas eleitorais o PSD assegurou que quando o Governo da República fosse PSD os madeirenses iriam pagar apenas os 86 e os 65 euros, acrescentando que o que agora se verifica "é que irão continuar a pagar a totalidade" do valor da passagem.
Para Hugo Soares, “apenas por capricho, ou por taticismo eleitoral e partidário, ou por falta de capacidade de pôr o interesse nacional acima de qualquer pequeno interesse ou interesse partidário, é que é possível imaginar” que não haja entendimentos quanto à redução de impostos sobre os mais jovens e sobre as empresas.
O chefe de Estado afirma que, “sobretudo num Governo minoritário”, como é o executivo PSD/CDS-PP liderado por Luís Montenegro, “o programa do Governo tem de se tornar flexível”.
"Parece me evidente que ficaria praticamente impossível ao Governo ceder em matérias de IRS, IRC ou até numa série de outras matérias que vimos há bocado o secretário do PS referir", declara o líder do Chega.
"Se a única crítica que os partidos têm a fazer sobre a escolha é essa, isso significa que o Governo fez uma escolha extraordinária. Quando não há mais a dizer, sempre se arranja algo para criticar", afirmou Hugo Soares, em resposta a observações feitas por partidos como o PAN.
O primeiro-ministro e o secretário-geral do PS reúnem hoje pela primeira vez sobre o OE2025, após sucessivos avisos de Marcelo: sem a sua aprovação, há crise política e económica.
O primeiro-ministro está desde o dia zero em campanha eleitoral. Fará algumas cedências, ficaria mal na foto se não as fizesse, mas será o PS a ter de engolir o sapo, aprovar o OE25, ou jogar à roleta russa.
Em entrevista ao canal de notícias "Now" esta segunda-feira, Hugo Soares, líder parlamentar do PSD, destacou que o Executivo tem "total abertura para negociar" com o PS. Marcelo Rebelo de Sousa voltou a alertar para a necessidade de ter um OE aprovado.
Lembrar que o primeiro-ministro cancelou a agenda de segunda e terça-feira para acompanhar em permanência todo o desenrolar dos incêndios. Esta terça-feira, Governo reuniu-se com os autarcas dos concelhos afetados pelos fogos.
A Polícia Judiciária confirma detenção de autarcas, empresários, funcionários públicos e titulares de cargos políticos e de altos cargos públicos, sob suspeita da prática de vários crimes.