A tecnologia por si só não gera valor; o valor surge quando a organização se reestrutura em torno dela. O mesmo princípio se aplica à inteligência artificial.
O mundo empresarial está a mudar a um ritmo sem precedentes, e os negócios distinguem-se, eles mesmos, pela forma como são capazes de utilizar a Inteligência Artificial.
Temos um legado pesado e muitos interesses instalados que beneficiam do atual sistema ineficiente e políticos sem a coragem suficiente para promover uma reforma estrutural.
A retoma do crescimento alemão deverá acontecer já em 2024, mas os problemas estruturais da economia persistirão se não houver coragem para introduzir mudanças profundas.
Programas voltados para empresas com um grande número de trabalhadores e salários médios baixos, como no setor do retalho, comércio e turismo, podem ter um impacto significativo na literacia dos indivíduos.
Em Portugal, e no caso das famílias, o contexto não é nada favorável à obtenção de níveis de poupança já que o rendimento médio respetivo é demasiado baixo, em muitos casos incompatíveis com padrões de vida decentes.
As sucessivas crises na economia têm provocado, e bem, o desenvolvimento de inúmeras iniciativas para melhorar a literacia financeira. Não obstante as grandes debilidades que esta área enfrenta, nomeadamente na capacitação dos empresários e das empresas.
Portugal tem uma produtividade de 40,5 mil euros por trabalhador, este valor é muito baixo em comparação com outros países da Europa, como é o caso da Alemanha, que tem uma produtividade por trabalhador 1,8 vezes superior à de Portugal.
Nos anos da pandemia criaram-se hábitos. O conceito da “Grande Resignação” ganhou também muito mais visibilidade, uma vez que as pessoas entenderam melhor o quanto devem dar mais valor às suas vidas e como a aproveitam, dado que ela é sempre fugaz e nunca um dado adquirido.
O Governo tem falhado em temas que tem negligenciado (crescimento económico) e no cumprimento das suas próprias metas: convergência com a UE, execução do investimento público e do PRR.
Weekend: A equipa da Instinct deixa-lhe sugestões de entrevistas, livros, filmes, séries, podcasts e artigos que o/a vão ajudar a entender, refletir e inspirar sobre o futuro para inovar com impacto.
O aumento da produtividade sempre tão referido nas comparações de Portugal com os restantes países da União Europeia, implica investimento que contribua para o aumento da capacidade produtiva e para as exportações.
Os óculos inteligentes da Nimo Planet funcionam como um mini-computador que permite abrir até seis ecrãs virtuais em simultâneo e trabalhar de forma mais fácil num aeroporto ou num café.
O problema está no facto das empresas portuguesas estarem a competir, cada vez mais, com multinacionais cada vez maiores, mas sem os mesmos recursos, e não saberem como conduzir num mundo de alta velocidade.
Em Portugal temos demasiadas áreas e setores em que produzimos baixo valor acrescentado com tempos de trabalho elevados. Este é o paradigma que urge mudar na próxima década se queremos manter as gerações mais qualificadas no país.
O problema crónico de produtividade nada tem a ver com a concentração de horários de trabalho. A solução está, p.e., em aumentar a remuneração indexada à produtividade, na desburocratização, na simplificação fiscal, na educação da população.
Se a tecnologia se quer para servir as pessoas, deve ser feita e liderada por pessoas, então temos de a construir para as pessoas. Ou seja, fazendo o processo de adaptação da tecnologia às pessoas e não o contrário.
A forma como construímos aplicações está também a passar por uma transformação com a utilização de plataformas que aumentam a produtividade e permitem acelerar, fortemente, o tempo de entrega.