Os temas que motivam as principais queixas dos munícipes são a falta de Limpeza, Obras, Iluminação Pública, Ruído e Estacionamento motivam as principais queixas dos munícipes. Há a destacar a Câmara Municipal de Portalegre que ainda não recebeu qualquer reclamação este ano.
"A gerar os principais motivos de reclamação apresentados pelos consumidores estão problemas associados à cobrança indevida, a somar 28.7% das queixas recebidas. Referem-se ao débito de valores não autorizados ou não reconhecidos pelos consumidores", explica a plataforma em comunicado.
Desde o início do ano o Ministério da Educação, Ciência e Inovação recebeu um total de 400 queixas, sendo que, entre julho e agosto, o principal motivo de reclamação é a falta de vagas, gerando 15% das queixas, e os problemas de utilização do portal das matrículas, responsável por 75%.
De acordo com o Portal da Queixa, a grande fatia das reclamações dirigidas ao sector da saúde dizem referência às urgências de Obstetrícia, que geraram 15% e as de Pediatria recolheram 10,6%.
Os sites de reservas de viagem foram "alvo de 1253 reclamações no primeiro semestre, verificando-se um aumento de 113,5%, em comparação com o mesmo período de 2023, onde se observaram 587 queixas".
As reclamações no Portal da Queixa sobre os serviços da empresa acumulam-se e o índice de satisfação dos consumidores comprova os problemas, ao estar fixado nos 17.4 (em 100). A semana é de greve dos trabalhadores, pelo que a situação não deve melhorar tão cedo.
Os dados do Portal da Queixa mostram que houve um crescimento nas queixas de burla entre o primeiro e segundo trimestre do ano, tendo sidas registadas 1.313 reclamações entre janeiro e março, enquanto no segundo trimestre foram apresentadas 1.721 ocorrências.
Por sector, o dos correios, transporte e logística representou 11,7% do total de reclamações no período em análise, motivadas, sobretudo, por constrangimentos na entrega das encomendas.
A categoria de hotéis, viagens e turismo foi alvo de 2582 queixas durante o primeiro semestre do ano, o que corresponde a um crescimento de 30% em comparação com o período homólogo, onde apenas se registaram 1997 reclamações.
No ano em que celebra 15 anos o Portal fez um balanço da sua atividade, tendo concluído que em mais de uma década foram recebidas 1.138.000 reclamações. O Portal refere que o valor médio de queixas resolvidas está atualmente nos 80% e a satisfação dos consumidores cresceu para 4.23 sobre 10.
Ocorrências reportadas no Portal da Queixa são, na sua maioria, relacionados com longas filas de espera, má organização, falta de informações e mau atendimento.
Segundo o Portal da Queixa, "nos primeiros cinco meses do ano, os consumidores portugueses apresentaram 4.274 reclamações dirigidas ao setor energético - eletricidade e gás - nas categorias mercado livre, mercado regulado e distribuição".
De acordo com o Portal da Queixa, os problemas com a validação da declaração de IRS e IRC geraram 29,6% das reclamações e os erros com o cálculo do valor a ser reembolsado foi responsável por 22,2% das queixas apresentadas.
Este passo foi dado através do prémio Marca Recomendada, sendo uma distinção atribuída pela Consumers Trust tendo por base a avaliação dos consumidores no Portal da Queixa.
Entre as denúncias mais registadas pelo Portal da Queixa estão a demora na entrega das casas, os longos atrasos no pagamento das rendas e a falta de resposta do Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana.
Os consumidores portugueses registaram no Portal da Queixa 1.805 reclamações dirigidas à Banca durante o primeiro trimestre do ano, um aumento de quase 20%, em comparação com o período homólogo de 2023, onde se observaram 1.519 queixas.
Já são 46 as entidades públicas que integram o projeto de Responsabilidade Social do Portal da Queixa que tem como objetivo ajudar os organismos públicos a construir uma relação de confiança e proximidade com os cidadãos.
As quase 3.200 queixas por jovens no primeiro trimestre significam um aumento homólogo de 7,6%. Só em 2023, os jovens entre os 18 e os 24 anos apresentaram 11.845 reclamações.
As subcategorias que mais reclamações receberam foram os sites de reserva de viagens, com 49% das queixas, seguindo-se as companhias aéreas, com 18,9%, os marketplaces, receberam 8,6%, as agências de viagens, foram responsáveis por 7,4%.