Entre janeiro e maio um anúncio de apartamento permaneceu ativo, em média, durante 93 dias, enquanto um anúncio de moradia permaneceu 139 dias, segundo o Imovirtual.
Portugal revela hoje realidades distintas — entre cidades com forte pressão e territórios onde a habitação continua a ser mais acessível. Nos concelhos onde a oferta é exclusivamente de moradias, o preço médio situa-se nos 135 mil euros.
Dados do portal Imovirtual mostram que, num mercado em contração, a nova construção não está a crescer em volume - mas está a ganhar importância na forma como a oferta se organiza.
Barómetro dos Concelhos do portal Imovirtual relativo ao primeiro trimestre indica que Cascais lidera também no mercado de arrendamento, apesar de ter registado uma quebra de 8%, para um valor médio de 2.300 euros.
Cascais, Lisboa, Funchal, Faro e Oeiras são as cinco cidades portuguesas que registam os preços mais elevados na habitação, de acordo com uma análise do Imovirtual entre dezembro de 2025 e fevereiro de 2026.
Em alguns casos a subida ultrapassa os 100%, de acordo com dados do portal Imovirtual, que adianta que os grandes mercados tradicionais estão a ter uma retração. "A evolução da procura surge acompanhada por ajustamentos relevantes nos preços", adianta o portal "Imovirtual".
Dados do Imovirtual analisam o rácio entre o preço médio de venda e o valor anual de arrendamento e revelam que os distritos do interior, como Castelo Branco, Guarda ou Bragança, apresentam rácios significativamente mais baixos — em alguns casos próximos dos 13 a 17 anos.
Subida superior a 20% em 2025 fez com que comprar casa em Portugal passasse a custar, em média, 420 mil euros. Arrendamento também encareceu mas de forma mais moderada, de acordo com barómetro da Imovirtual.
O centro de Portugal apresentou um aumento de 2% no preço, com Lisboa a manter-se o distrito mais caro, com um preço médio de 670 mil euros. Já Santarém teve a maior valorização homóloga.
Nos últimos 12 meses Viana do Castelo e Leiria tiveram os maiores aumentos de renda do país (13%, para 850 e 900 euros, respetivamente), enquanto no segmento de venda a subida mais expressiva foi do distrito de Santarém (36%, para 270 mil euros).
No Norte, o valor médio atingiu os 255.000€, refletindo um aumento de +1% no último mês e de +15% em termos anuais (222.500€), de acordo com o barómetro do portal Imovirtual.
Segundo o Imovirtual, no que diz respeito ao arrendamento, o Porto registou um aumento mensal de 5%, com rendas a atingirem 1.150 euros, consolidando-se como o distrito mais caro da região. O mesmo acontece em relação às vendas, atingindo 425.000 euros (+2% em agosto; +13% relativamente a 2024).
Imovirtual revela que o preço médio de venda de imóveis subiu para 426.000 euros, refletindo um crescimento mensal de 1% e uma valorização anual de 15% em comparação com agosto de 2024, quando o valor era de 369.000 euros. As rendas também registaram um aumento, alcançando um novo máximo de 1.300 euros, o que representa uma valorização de 2%.
No caso do mercado de arrendamento verificou-se uma estabilização dos preços, com o valor médio a fixar-se nos 1.350 euros, um ligeiro aumento de 50 euros (4%) em relação ao mês de junho.
Os dados do Imovirtual indicam que o preço médio subiu para 42 euros por metro quadrado, a beneficiar de um recuo homólogo de 22% na oferta de terrenos e de um crescimento de 2,9% em cadeia ao nível da procura.
Em termos nacionais, o preço médio de venda da habitação atingiu os 419.000 euros, o que representa um aumento de 20%, em junho, face ao ano anterior, e uma subida de 1% face ao mês passado.