O preço médio de casas para venda registou um aumento de 15% em julho, para 420 mil euros em relação ao período homólogo (365 mil euros), e de 3% face ao mês anterior (409 mil euros), segundo os dados revelados pelo portal ‘Imovirtual’ esta terça-feira.
Sem surpresas, Lisboa continua a ser o distrito mais caro para comprar casa, com um preço médio de 635 mil euros, com uma valorização anual de 18%. Coimbra atingiu os 275 mil euros com um crescimento anual de 32%. Leiria registou uma ligeira subida mensal de 2%, atingindo os 329 mil euros, e Santarém valorizou 2%, chegando aos 250 mil euros, ambos com variações anuais de +14% e +32%, respetivamente. Castelo Branco subiu para os 90 mil euros num crescimento mensal de 7% e anual de 3%.
Na região norte, o Porto atingiu os 399.900 euros, com uma valorização mensal de +1% e anual de +10%. Por sua vez, Braga manteve-se estável nos 338 mil euros, com um crescimento de +13% face a julho de 2024.
Já em Aveiro, o preço subiu para 370 mil euros (+3% mensal e +16% anual), enquanto Viana do Castelo registou uma ligeira descida mensal de -2%, fixando-se nos 290 mil euros, mas com uma valorização anual de +16%. Vila Real subiu para 189 mil euros (+8% mensal), e Viseu cresceu 13% no último mês, alcançando os 215 mil euros (+23% face ao ano anterior). Já Bragança manteve-se estável nos 120 mil euros e a Guarda valorizou 10% em julho, chegando aos 110 mil euros (+12% anual).
A sul, Faro registou uma subida mensal de 3%, com o preço médio a atingir os 550 mil euros, refletindo uma valorização anual de 22%, com Setúbal a subir ligeiramente para os 445 mil euros (+1% face a junho), enquanto Évora se manteve estável nos 275 mil euros com uma subida anual de 25%. Beja valorizou 3%, fixando-se nos 195 mil euros, representando um aumento expressivo de 37% face a julho de 2024. Já Portalegre manteve-se nos 120 mil euros com uma valorização anual de 20%.
Nas regiões autónomas, a Ilha da Madeira atingiu os 575 mil euros, uma subida de 5% face a junho e 20% em termos homólogos. A Ilha de São Miguel manteve-se nos 305 mil euros, com uma variação mensal nula e uma valorização anual de 2%. A Ilha Terceira permaneceu estável nos 175 mil euros.
No caso do mercado de arrendamento verificou-se uma estabilização dos preços, com o valor médio a fixar-se nos 1.350 euros, um ligeiro aumento de 50 euros (4%) em relação ao mês de junho.
Também aqui Lisboa continua como o distrito mais caro para arrendar, subindo para os 1.700 euros (+3% face a junho) e uma quebra anual de -6%. Santarém registou uma valorização anual de 7%, mantendo-se estável nos 800 euros. Coimbra também estabilizou nos 800 euros, com uma subida anual de 3%. Leiria fixou-se nos 850 euros (+1% face a julho de 2024), sem variação mensal. Já Castelo Branco manteve-se nos 550 euros, registando uma quebra homóloga de 8%.
A norte, Braga manteve-se nos 900 euros, com o Porto a registar uma subida de 9%, atingindo os 1.200 euros. Aveiro manteve-se estável nos 900 euros, com uma ligeira valorização anual de 1%. Viana do Castelo subiu para os 850 euros (+6% face a junho).
Bragança destacou-se com a maior subida mensal da região, de 12%, fixando-se nos 590 euros. Vila Real desceu ligeiramente para os 595 euros (1%), e a Guarda caiu para os 500 euros (5%), apesar de manter uma valorização homóloga de 27%.
No sul, o valor médio das rendas em Faro subiu para os 1.400 euros (8% face a junho), mantendo-se como o distrito com as rendas mais elevadas da região.
Setúbal também registou uma subida, fixando-se nos 1.220 euros (2%). Évora subiu para os mil euros, após uma quebra em junho, refletindo uma subida mensal de 11%. Já Beja apresentou uma descida acentuada para os 600 euros (14% face ao mês anterior), enquanto Portalegre subiu para os 500 euros (11%).
Nas regiões autónomas a Ilha de São Miguel registou a maior subida mensal, com um crescimento de 33%, fixando-se nos 1.400 euros, o que representa também uma valorização anual de 65%.
A Ilha Terceira, por sua vez, desceu para os 700 euros, uma quebra mensal de 18%, mas 4% acima do valor registado no ano anterior. Já a Ilha da Madeira registou uma descida mensal de 4%, com o valor médio a fixar-se nos 1.675 euros, representando ainda uma subida homóloga de 12%.