As maiores quebras de oferta registaram-se em Faro (-38%), Portalegre (-31%), Funchal (-26%) e Porto (-25%). Apenas Santarém (2%) e Vila Real (1%) apresentaram aumentos de oferta.
No caso do mercado de arrendamento verificou-se uma estabilização dos preços, com o valor médio a fixar-se nos 1.350 euros, um ligeiro aumento de 50 euros (4%) em relação ao mês de junho.
Ao problema dos licenciamentos junta-se a construção nova limitada pelos custos elevados. Cenário deverá manter-se nos próximos trimestres, caso não se verifique um aumento significativo de imóveis no mercado. No segundo trimestre o stock do parque habitacional desceu 18,1% face ao período homólogo na capital.
Dados do 'idealista' revelam que 20% já esteve no mercado entre uma semana e um mês, 31% entre um e três meses, 32% entre três meses e um ano e 9% mais de um ano.
Pelo menos 70% das casas construídas terão de ser vendidas a “preços moderados”, sendo que este conceito criado pelo Executivo no decreto-lei tem como objetivo “abranger o acesso pela classe média, ponderando valores medianos dos mercados local e nacional, e definindo valores máximos para assegurar realização de justiça social”.
Apesar de registar um aumento homólogo, a oferta de habitação para venda verificou uma quebra de 5% face ao segundo trimestre. Os maiores crescimentos observaram-se em Vila Real, Porto e Leiria.
A oferta cresceu em 13 capitais de distrito, onde se destacam Évora (55%), seguida por Guarda (47%), Viana do Castelo (41%), Vila Real (38%) e Leiria (37%) com as subidas mais significativas.
Número de imóveis colocados à venda têm apresentado uma descida constante ao longo dos anos. Sector imobiliário atribui culpas à escassez de construção.
Além das maiores cidades do país, o Funchal e Ponta Delgada também sofrem com a falta de casas. Por outro lado, o stock de casas para vendas subiu mais de 30% em Leiria e Viana do Castelo.