Nova construção está a ganhar peso no mercado imobiliário em Portugal

Dados do portal Imovirtual mostram que, num mercado em contração, a nova construção não está a crescer em volume - mas está a ganhar importância na forma como a oferta se organiza.

Nova construção está a ganhar peso no mercado imobiliário em Portugal
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Os imóveis novos estão a aumentar o seu peso relativo no total da oferta imobiliária em Portugal, refletindo uma menor contração face ao segmento de usados, de acordo com dados recolhidos pelo portal Imovirtual.

Assim, é possível verificar que a nova construção passou de representar 4,6% em março de 2025 para ter um peso de 5,0% em março de 2026, evidenciando um aumento do seu peso relativo no mercado.

“Esta evolução ocorre num contexto em que os diferentes segmentos apresentam dinâmicas distintas, com a nova construção a demonstrar maior resiliência face à evolução do mercado como um todo”, pode ler-se no comunicado da Imovirtual.

O portal destaca que nova construção “mantém um posicionamento claramente premium”, com um preço médio anunciado de €647.500, face a €425.000 nos imóveis usados — um diferencial estável de cerca de +52%. “A evolução dos preços acompanha esta tendência, com os imóveis novos a registarem uma subida de +7,2% e os usados +7,6%, demonstrando uma evolução paralela entre os dois segmentos”, explicou a Imovirtual.

Geograficamente, a nova construção continua fortemente concentrada nos principais centros urbanos. Em 2026, Porto e Lisboa concentram 71,8% da oferta, reforçando a centralização do desenvolvimento imobiliário nestas regiões. O Porto lidera com 42,9% da oferta, enquanto Lisboa representa 28,9%. Em sentido inverso, o Algarve perde peso relativo (-15,0%) e Setúbal ganha expressão, subindo para 7,6%, afirmando-se como um polo emergente.

Ao nível das tipologias, a nova construção apresenta um claro foco em soluções de média e grande dimensão. Os imóveis T3 e T4 representam 73,1% da oferta nova, acima dos 62,3% registados no mercado de usados, reforçando o posicionamento deste segmento em tipologias familiares e de maior valor.

Também na tipologia de imóvel se observam diferenças estruturais relevantes. A nova construção é predominantemente composta por apartamentos, que representam 92,6% da oferta, face a apenas 7,4% de moradias. Ainda assim, as moradias novas registaram um crescimento expressivo de +21,4%, sinalizando uma possível diversificação da oferta. No mercado de usados, a distribuição é mais equilibrada, com 53,3% de apartamentos e 46,7% de moradias, o que reforça o caráter mais urbano e denso da nova construção.

“A nova construção continua a ter um peso reduzido no mercado, mas está a ganhar relevância sobretudo nas principais áreas urbanas. Ao mesmo tempo, mantém um posicionamento muito claro — mais concentrado, mais caro e mais orientado para tipologias familiares — o que evidencia que a oferta continua pouco alinhada com o segmento médio da população”, destaca Sylvia Bozzo, Marketing Manager do Imovirtual.

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